O homem que coloca 22 escorpiões vivos na boca

scorpion g67424105a 640 | Animais | absurdo, bichos, bizarrice, bizarro, curioso, incrível, nojento, video

Você já parou pra pensar no que uma pessoa é capaz de fazer só pra entrar para o Guinness World Records? Eu, confesso, já vi cada coisa que fico me perguntando se vale a pena. Mas o que o saudita Majed al Maliki fez vai além do que minha cabeça consegue processar.

https://youtube.com/watch?v=7Q2r1UfjKBM

O cara colocou 22 escorpiões vivos dentro da própria boca. Sim, você leu certo. Vinte e dois. E todos se mexendo, com seus ferrões e tudo. Só de imaginar a cena, meu estômago já dá um nó. É daqueles feitos que a gente vê e pergunta: “mas por quê?”.

A história, claro, viralizou. Tem vídeo no YouTube mostrando a façanha completa, e é difícil assistir sem sentir um calafrio. Um único escorpião já é motivo suficiente para eu correr na direção oposta, imagina uma colônia inteira desses aracnídeos dentro da boca? O pior é saber que muitos escorpiões são necrófagos e se alimentam de… bem, de coisas nojentas, como baratas e outros insetos mortos. Não é exatamente o tipo de criatura que você gostaria de ter um contato íntimo, certo?

O que leva alguém a fazer isso?

Essa é a pergunta de um milhão de dólares. Majed al Maliki não é o primeiro e nem será o último a buscar um lugar no livro dos recordes com um desafio extremo e, vamos combinar, meio insano. Existe uma fascinação global por esses recordes, uma mistura de desejo por fama, reconhecimento e a pura adrenalina de superar um limite — mesmo que esse limite seja o bom senso. O Guinness, desde sua criação nos anos 50, virou um símbolo máximo do “o ser humano é capaz de tudo”. Só que, às vezes, o “tudo” inclui coisas que desafiam a lógica e a nossa noção básica de autopreservação.

O interessante é que o próprio livro tem categorias bizarras que parecem incentivar essas proezas. Já houve recorde para a maior quantidade de aranhas vivas na boca (50, por incrível que pareça) e outras coisas que prefiro nem detalhar aqui. Criou-se uma espécie de subcultura de recordistas que competem não só contra o número, mas contra o próprio nojo e medo. É uma disputa onde o vencedor leva a glória… e possivelmente uma boa dose de trauma.

Escorpiões: muito mais que um bicho assustador

Falando nisso, você sabe o que realmente é um escorpião? Eu fui dar uma olhada na Wikipedia pra entender melhor o “convidado” principal dessa história. Escorpiões são aracnídeos da ordem Scorpiones, e eles existem há mais de 400 milhões de anos. São sobreviventes natos, praticamente fósseis vivos que viram os dinossauros chegarem e irem embora. No mundo todo, existem mais de 2.500 espécies, mas só cerca de 30 a 40 têm veneno potente o suficiente para matar um humano. A maioria tem uma picada que, embora dolorida, não é fatal para adultos saudáveis.

Eles são predadores noturnos, usando suas pinças para capturar presas e o ferrão (telson) para injetar veneno e paralisá-las. E aqui vai um fato curioso que eu não sabia: eles são fluorescentes sob luz ultravioleta, brilhando num verde azulado fantasmagórico. Os cientistas ainda debatem o porquê dessa característica, mas ela é muito útil para quem quer encontrá-los no escuro (e, convenhamos, também é bem legal).

Mas voltando ao Majed: a espécie que ele usou não foi especificada, mas é um alívio saber que, na Arábia Saudita, as espécies mais perigosas existem. O escorpião amarelo palestino (Leiurus quinquestriatus), por exemplo, é um dos mais venenosos do mundo e pode ser encontrado na região. Só de pensar nessa possibilidade, meu respeito (e meu medo) pelo recordista aumentam, mesmo eu achando a ideia completamente maluca.

O preço da fama (e o gosto do perigo)

O que me deixa pensativo nisso tudo é o risco real. Não só o risco físico imediato de uma picada na língua ou na garganta — o que, dependendo da espécie, poderia ser uma emergência médica gravíssima —, mas também o psicológico. Qual é a sensação? É puro terror controlado? Uma euforia sem igual? O corpo libera uma overdose de adrenalina que anula o nojo?

Eu mesmo já passei por situações de medo intenso, mas nada que se compare a isso. Acho que a lição que fica é que os limites humanos são incrivelmente elásticos. O que para mim é um pesadelo, para outra pessoa é um degrau para um tipo específico de grandeza. É uma demonstração bizarra de coragem, ou talvez de uma necessidade profunda de se destacar em um mundo com tanta gente.

No fim das contas, a história de Majed al Maliki e seus 22 escorpiões na boca fica como um daqueles casos extremos que a gente compartilha não só pelo choque, mas pela reflexão. Até onde você iria pelo seu momento de fama? O que te move a superar um medo tão primitivo e nojento? Enquanto eu penso nisso, fico feliz em saber que meus recordes pessoais se limitam a comer um prato muito apimentado ou tentar ficar acordado até tarde. Já é desafio suficiente para mim.

Muito louco isso, né? É a humanidade em sua forma mais estranha e fascinante.

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5 Comentários

  1. Wellison - aleidooeste.blogspot.com

    É aquele velho ditado, “Passarinho que come pedra sabe o furico que tem!” huaahuuhauhauh Mas acho q deve ser bem pior pro cara que come vidro. auhauha

  2. Max

    Ele tá…. COMENDO O_O

    detyalhe pra musiquinha de festinha de socialite

  3. UmPonto

    tudo bem, o cara é doido…
    maaaaaaaaaaaas discordo de uma coisa no post…
    escorpioes odem ser nojentos pra alguns mas fedorentos ano philipe.. por anos criei os bichinhos em casa e nunca federam.
    UmPonto

    1. Philipe

      Os que eu vi num instituto aqui de Niterói tinham aquele fedor de baratas. Quando a moça destampou a caixa onde eles viviam subiu aquele cheiro. Mas agora me ocorre que pode ser porque eles comem as baratas. Talvez o cheiro seja delas.

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