Mundo Gump Cast: O homem que pulou do avião sem pára-quedas

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Pois é, galera, a vida prega umas peças e a memória às vezes dá uma escapada, né? Eu mesmo tava aqui, na maior tranquilidade, quando me dei conta: o Mundo Gump Cast já estava pronto desde a semana passada e eu simplesmente esqueci de soltar essa bomba pra vocês! Desculpa aí o vacilo. Mas como dizem, o que vem atrasado não vem errado, e esse episódio que eu preparei é simplesmente absurdo.

Se liga só no tema: um sujeito que pulou de um avião – ou melhor, de um bombardeiro – a quase seis mil metros de altura sem pára-quedas e, pasmem, sobreviveu para contar a história. Não, isso não é roteiro de filme de super-herói, é um fato real que aconteceu lá na Segunda Guerra Mundial. E olha que eu nem cheguei na parte mais gump ainda.

Ícone representativo do áudio do Gump Cast

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O salto que desafia a física (e a sorte)

A história é do britânico Nicholas Alkemade. Em março de 1944, ele era artilheiro de cauda em um bombardeiro Avro Lancaster que foi atingido pelos alemães. O avião pegou fogo e começou a cair em rotação, a situação era completamente desesperadora. Alkemade descobriu que seu pára-quedas estava inacessível, consumido pelas chamas. Aí, ele teve que tomar a decisão mais insana da vida: pular no escuro, a quase 6 mil metros, ou queimar vivo dentro da aeronave.

Ele escolheu pular. Imagina a cena? No meio da noite, congelante, caindo a uma velocidade absurda rumo a um destino que, em tese, só poderia ser um. Mas eis que o inacreditável acontece. A queda dele foi amortecida por galhos de pinheiros e, principalmente, por uma camada profunda de neve fresca no chão. Ele caiu em um bosque, e pasmem: sofreu apenas um tornozelo torcido e alguns cortes. Os soldados alemães que o capturaram não acreditaram na história, mas acharam o pára-quedas queimado no avião e tiveram que engolir a realidade. O cara tinha batido um recorde de sobrevivência do jeito mais maluco possível.

E tem mais: quando a sorte vira rotina?

Agora, se você acha que essa foi a única vez que o universo deu uma colher de chá pra alguém numa queda livre, se enganou. Tem um outro caso que é quase um primo distante dessa história, mas que aconteceu em pleno século 21. Em 2007, uma paraquedista chamada Joan Murray teve uma falha total do pára-quedas principal e a reserva não abriu direito. Ela caiu de mais de 4 mil metros e… caiu em cima de um formigueiro de fire ants (formigas-de-fogo).

Pode parecer piada de mau gosto, mas os médicos acreditam que as centenas de picadas dessas formigas super doloridas mantiveram seu coração batendo, evitando uma parada cardíaca pelo trauma da queda. Ela quebrou praticamente tudo, mas sobreviveu. Ou seja, às vezes a salvação vem dos lugares mais improváveis – seja uma neve fofinha na Alemanha ou um monte de inseto bravo na Carolina do Norte. O corpo humano e a sorte são uma dupla caprichosa, né não?

É bizarro pensar na fração de segundo, no ângulo exato, na condição do solo que separa uma tragédia de uma lenda. O Alkemade, depois de tudo isso, viveu uma vida longa e pacata, o que é, no mínimo, irônico. Depois de encarar uma morte certa daquela maneira, qualquer problema cotidiano deve parecer mixaria.

É isso aí, pessoal. Histórias como essas me fazem pensar que a realidade, frequentemente, supera qualquer ficção. A gente fica aqui tentando escrever roteiro, e a vida simplesmente joga essas pérolas no colo. Muito louco isso, né?

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