Cadeiras de pedra

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Quando uma Cadeira é Mais que um Assento: A Arte Atemporal de Max Lamb

Você já parou pra pensar no que realmente define uma cadeira? É a função, o design, o conforto? O artista britânico Max Lamb me fez questionar tudo isso quando me deparei com sua série de cadeiras de pedra. Não estamos falando de um banquinho de jardim fofo, não. São blocos brutais, monumentais, extraídos da terra e transformados – com uma precisão quase paradoxal – em objetos para sentar. A primeira reação é de espanto. A segunda, e eu garanto que vai acontecer, é de uma vontade imediata de tocar, de experimentar, de possuir. Quem nunca sonhou em ter um pedaço da história do planeta na sua sala de estar?

O trabalho de Lamb vai muito além do simples “fazer uma cadeira”. Ele mergulha num processo que mistura escultura, design e uma certa arqueologia moderna. As pedras, muitas delas com centenas de milhões de anos, são seu ponto de partida. Ele viaja para pedreiras, seleciona pessoalmente os blocos e então começa o diálogo entre a ferramenta e a matéria-prima. Algumas peças têm cortes tão limpos e superfícies tão polidas que parecem ter saído de uma linha de produção futurista – aí é que a gente descobre que muitas vezes ele usa jatos de água em alta pressão para esculpir a rocha. Outras mantêm a rugosidade natural, lembrando que aquilo veio das entranhas da Terra. O contraste é que torna tudo fascinante.

Uma Conversa Entre o Efêmero e o Eterno

Saca só que maneiro: você senta numa cadeira que pode ter se formado no período Carbonífero, quando os primeiros grandes insetos dominavam o mundo e nem dinossauros existiam. A gente vive numa era tão descartável, onde móveis são feitos para durar uma temporada, e do nada você se vê diante de um objeto que carrega 350 milhões de anos de história. É um choque de temporalidades. A cadeira, um símbolo do descanso humano, do momento presente, esculpida em algo praticamente eterno. Isso não é só design, é filosofia pura com forma de rocha.

E o processo é tão importante quanto o produto final. Max Lamb não esconde as marcas do fazer. Você vê os sulcos da ferramenta, os pontos de impacto, a textura que muda de um lado para o outro. Isso tira a peça daquele ar aséptico de objeto de museu inatingível e a coloca no campo do trabalho manual, do esforço, da relação física do artista com um material desafiador. É como se cada cadeira contasse a história do seu próprio nascimento, do momento em que deixou de ser uma pedra qualquer para se tornar um convite ao repouso.

Confesso que fico imaginando o peso, literal e figurativo, de ter uma peça dessas em casa. Não seria apenas um móvel, seria um ponto focal, uma âncora. A sala giraria em torno dela. E imagina a cena: “Ah, essa aí? É um granito do Devoniano, só 400 milhões de anos. Pode sentar, não vai quebrar”. O humor está justamente nesse exagero, em trazer o tempo geológico para a banalidade do dia a dia. É uma provocação elegante e silenciosa.

Do Quarrying ao Studio: A Jornada da Pedra

O termo técnico para o que Lamb faz muito se chama quarrying – a extração de pedra em pedreiras. Mas seu método é mais íntimo. Ele não encomenda blocos padronizados; ele vai lá, explora, escolhe. Essa etapa inicial já é parte da criação. Depois, no estúdio, a transformação acontece. A tecnologia, como o corte com água, serve para domar a matéria-prima, mas nunca para apagar sua essência. O resultado são peças únicas, onde a padronização é impossível. Cada veio, cada variação de cor na pedra, faz de cada cadeira um ser singular.

É curioso pensar que, em um mundo obcecado pelo novo, pelo digital e pelo leve, o trabalho de Lamb nos reconecta com o primordial, com o pesado, com o tátil. Em uma era de nuvens e streams, ele nos apresenta a solidez absoluta. Suas cadeiras não são funcionais no sentido convencional da ergonomia fofa – duvido que sejam boas para uma maratona de séries –, mas são profundamente funcionais como experiências. Elas nos fazem pensar, sentir e nos localizar no tempo de uma maneira completamente nova.

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No fim das contas, a exposição dessas cadeiras de pedra é mais do que uma mostra de mobiliário excêntrico. É um lembrete potente de que a beleza e a função podem surgir do diálogo respeitoso com a natureza, sem precisar suavizá-la ou dominá-la completamente. Elas nos mostram que há uma poesia imensa na resistência, uma história inacreditável sob nossa superfície e, quem diria, um convite para sentar e refletir sobre tudo isso. Muito louco, né?

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9 Comentários

  1. Eduardo Tomazett

    Vai lá! Quero ver vc fazer a mudança. hahahahha

    Realmente é um artigo muito interessante de se ter, mas se for pensar no dia-a-dia, eu acho uma fria. Creio que o arrependimento surgirá no dia que a “antiguidade” chegar :cool:

  2. Philipe

    Ah, mas isso aí é pra quem tem uma casa, tipo um sítio. Dá pra deixar ela perto da piscina, sob uma arvore sem se preocupar com mofo ou algo do tipo.
    Pra dentro de casa acho que não rola bem, até pq não é muito confortável, né?

  3. Philipe

    [quote comment="46089"]Vai lá! Quero ver vc fazer a mudança. hahahahha

    Realmente é um artigo muito interessante de se ter, mas se for pensar no dia-a-dia, eu acho uma fria. Creio que o arrependimento surgirá no dia que a “antiguidade” chegar :cool:[/quote]

    Edu, bom te ver aqui novamente, cara.

  4. Gus

    Editado

  5. Kowabunga!!!

    Vilma!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  6. Eduardo Tomazett

    [quote comment="46181"]Vilma!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!![/quote]

    hahahhahahhahaha….. como eu não tinha pensado nisso antes? hehe, boa!

  7. Edu

    o que esse gus anda dizendo que tá sempre editado, moderado…?

  8. Philipe

    [quote comment="46556"]o que esse gus anda dizendo que tá sempre editado, moderado…?[/quote]

    Edu este tal de Gus (Gustavo Rabello) é um maluco débil mental que apareceu aqui para esculhambar meu blog. Aí virou uma guerra. Ele querendo escrever o monte de merdas que ele acredita ser a realidade e eu tentando manter a ordem no galinheiro.
    O cara tá fazendo um fuzuê danado com o lance do relato de um mib na na comunidade do mundo gump no orkut.
    Veja:
    http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=36646175&tid=5207393945276444449&start=1
    Ele cismou de encasquetar que eu sou um agente secreto, sei lá… O cara não fala coisa com coisa. Não dê atenção a esses doidos. Nada que eles dizem faz sentido.

  9. Clarissa

    A idéia é boa, mas realmente seria uma cadeira para o ar livre, sem precisar arrastar sempre. E tb é ecológico. Abraços

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