Ontem rolou uma coisa muito legal que eu preciso compartilhar com vocês. Meu amigo Luis Guilherme Guedes soltou no ar a nossa conversa no podcast dele, o Epic Fury. Foi um papo daqueles que vai longe, cheio de memórias e ideias, e eu fiquei super feliz com o resultado. Se você curte histórias, criação e aquela nostalgia gostosa dos anos 90, dá o play que vale muito a pena.
No episódio, a gente mergulhou de cabeça em dois assuntos que são paixões minhas: a minha época no grupo Epic e o universo da transmídia. São temas que, pra mim, se misturam completamente. Lembrar daquela época é reviver uma energia única de criar mundos com os amigos, usando o que tínhamos à mão – e-mail, listas de discussão, muita imaginação.
De fã a criador: a jornada no grupo Epic
Pra quem não sabe, o Epic foi um dos maiores – se não o maior – grupo de fãs de Star Wars no Brasil, lá nos anos 90 e 2000. Entrar pra aquela turma foi tipo receber uma chave para uma outra dimensão. A gente não só discutia os filmes, mas criava histórias próprias, personagens, expandia aquele universo de um jeito que só a internet da época permitia. Era uma colaboração pura, orgânica. Não existia essa pressão de “criar conteúdo” ou “monetizar”. A gente fazia por amor à saga, ponto final. E o que saía dali era de uma riqueza absurda.
Foi nesse caldeirão criativo que eu aprendi, na prática, o que é narrativa transmídia muito antes de virar moda. A gente espalhava pedaços da história em fóruns, em e-mails em cadeia, em pequenos textos soltos. O público (que eram nossos próprios amigos e outros fãs) tinha que caçar essas pistas, conectar os pontos. Soa familiar? É a mesma lógica de muitas franquias gigantes de hoje.
Transmídia não é só marketing, é experiência
E é aí que o papo fica interessante. Muita gente acha que transmídia é só lançar a mesma história num filme, depois numa HQ, num jogo e chamar de dia. Não é bem assim. Na verdade, a ideia central, segundo a Wikipedia, é que cada plataforma conte uma parte nova e essencial da história, contribuindo de forma única para o todo. É como um quebra-cabeça onde cada peça vive num lugar diferente, e a graça tá justamente em juntar tudo.
Pensa em Matrix nos anos 2000. Você só via o filme? Tava perdendo animações, quadrinhos e jogos que explicavam detalhes cruciais do universo. Ou então em Harry Potter, com o site do Profeta Diário tendo notícias próprias. A experiência do fã ficava muito mais rica e profunda. É criar um mundo, e não apenas uma história linear.
E foi exatamente isso que a gente tentou fazer, em escala micro, no Relato de um Mib. Era um projeto dentro do Epic onde a narrativa vazava para vários formatos, simulando quase uma investigação real. A sensação de descobrir algo novo num canto obscuro da web era incomparável. A gente tava, sem saber, brincando com um conceito que hoje é estudado e aplicado por grandes estúdios.
É engraçado como a gente, na ânsia de contar uma boa história, acaba antecipando tendências sem nem perceber. A tecnologia mudou, as plataformas são outras, mas o cerne é o mesmo: engajar as pessoas numa caça ao tesouro narrativa.
O legado criativo e onde ouvir o papo
Conversar sobre isso no Epic Fury foi reviver tudo isso com um gosto de “caramba, a gente foi pioneiro em muita coisa”. A energia daquela época, de pura colaboração e teste de limites, me formou como criador. Hoje, quando vejo uma franquia grande lançando uma websérie complementar ou um jogo que expande o lore, eu lembro dos nossos e-mails e fóruns cheios de texto e ideias.
Se você se interessou por essa viagem no tempo e por entender como as histórias podem viver em vários lugares ao mesmo tempo, cola lá no soundcloud do Luis. O episódio principal tá mais que recomendado:
https://soundcloud.com/user-879986372/epic-fury-3-storytelling-transmidiatica
E de quebra, tem um outro episódio muito maneiro onde a gente viaja em temas paralelos, perfeito pra completar a experiência:
https://soundcloud.com/user-879986372/mundo-gump-alienigenas
É isso ai. As vezes a gente não percebe, mas ta construindo o futuro brincando. Valeu!

Caralho em Philip, foi muito foda msm essa do Relato dr um mib, eu acompanhei tudo na época, nao me envolvi só assisti, mas foi muuuuuuito foda msm. Isso me deixou um tempão encucado até vc jogar um balde de água fria e dizer q era tudo fruto da sua imaginação doentia. Kkkkkkkkk. Foi legal esse post vc contou vários detalhes q eu nem tinha me ligado, muito bom e surpreendente até q ponto pode chegar uma estória. Deixou doidinho o velho DocDotaLove, acho q era esse o nome dele. De todas as histórias que eu já ví lí e assisti, sem dúvidas essa foi a mais foda, ainda tô esperando uma que supere. Foi épico. Abraço.