Fotos das estrelas

· · 3 min de leitura
estrelas | Aventuras | Aventuras, fotografia

Quando eu estava lá em Trindade (distrito de Paraty), eu saí numa expedição fotográfica  até uma praia chamada Praia do Cepilho. Lá tem umas pedras enormes fincadas na areia, onde eu achei que poderia ser uma boa ideia de fotografar de noite. A noite lá é MEGA estrelada, porque tem pouca poluição luminosa. O fato de Trindade ser uma vila de pescadores ajuda. A falta de luminosidade é ótima para fotos do céu. Percebi tarde que havia esquecido a minha lanterna, mas como levei meu refletor de led chinês, ele me ajudou a chegar na praia, subindo as pedras, evitando as fenas e até os riozinhos e lagoas. Usei um tripé e infelizmente, a lente do kit, 18-55mm, o que não é o ideal. O problema é que me faltou verba para comprar uma Tokina grande angular de boa abertura. Mas assim que eu realizar a compra desta lente, pretendo voltar lá e refazer as fotos direito.

Anoitecer na praia do Cepilho (ta meio tremida pq eu ainda não tinha ido na pousada buscar o tripe):

praianoturna

Vamos às estrelas:

estrelas

ceucompedra2

Essa foto abaixo eu fiz como um panorama, com umas cinco fotos do céu montadas:


ceucompedra

A noite lá tem muita estrela. Virei a maquina para cima e fotografei o que vi:ceuvialactea

Deu um pouco de trail, porque esqueci qual era o calculo para determinar o tempo de exposição correto baseado na lente. Eu tb não tava levando muita fé que ia dar certo…

noturnapedra1Infelizmente tive que parar meus experimentos de fotos das estrelas, porque quando fui trocar a lente, para usar a cinquentinha que é 1.8, a porra do refletor de led queimou. Você quer ver o breu que eu fiquei com a maquina aberta sem lente no meio da praia? Fecha os olhos. Foi mais escuro!

Pensa num cara fodido e era eu ali. No meio da escuridão abissal, mané. Só ouvia os morcegos passando perto da minha cabeça. Comecei a temer pelo equipamento. Tive que colocar a lente na maquina no método braille!

E depois pra voltar? Eu tava longe pra dedéu, era mais de meia noite de quinta feira, num lugar onde mesmo em fim de semana não ia ter ninguém pra ajudar. Já comecei a imaginar que ia bater a cabeça na pedra, que ia cair com a câmera e tudo no riozinho… Passei um aperto ali, até pq a praia tava QUALHADA de siris. Enquanto eu tava com o refletor, eu era o maioral, mas agora na escuridão total eu era o bife, meu.

Tentei não me desesperar. Fechei a mochila no tato, desmontei o tripé, tudo no tato. Depois de um tempo, a visão começou a se adaptar. Eu comecei a ver formas discretas das coisas. Quase tropecei numa pedra e achei que um toco era algum tipo de bicho que ia me morder, mas no geral, mandei bem me guiando pelas estrelas no melhor estilo Cristóvão Colombo!

Foda foi subir a pedra, para sair da praia, porque não dava para ver as fendas, e a pedra com areia fica um sabonete. Algumas partes dela eram molhadas porque um rio desce nela, e ali era pisar e cair. Estabaco garantido. Mas consegui me safar e fui pra pousada dormir. Basicamente era só um reconhecimento do que dá pra fazer. Pretendo voltar lá outra vez, para fazer as fotos direito, assim que comprar uma lente grande angular decente e um cabo disparador.