Rock do Chupacabra

A musica do IEA

chupacapa | Video | Ai, chupacabras, dragão, video

E aí, pessoal? Tudo na paz? Hoje eu vim aqui compartilhar uma coisa que saiu do forno essa semana e que, pra ser sincero, foi uma das composições mais divertidas que já fiz. Atendendo a um monte de pedidos que vinham rolando nos comentários e nas redes sociais, resolvi botar pra fritar uma música com um tema que é puro suco do folclore misterioso: o Chupacabra. Sim, aquele bicho lendário que aterrorizou (e ainda aterroriza) o interior das Américas.

Mas antes de mergulhar no som, deixa eu contar uma curiosidade que descobri fuçando por aí. A lenda do Chupacabra é relativamente nova, se a gente for comparar com outros monstros clássicos. Ela explodiu mesmo em 1995, começando em Porto Rico, com relatos de um animal estranho que atacava cabras e outros animais de criação, sugando-lhes o sangue. O nome mesmo já diz tudo: “chupa” + “cabra”. A criatura foi descrita de mil formas – desde um réptil bípede com espinhos nas costas até um tipo de cão selvagem e sem pelo. O negócio viralizou de um jeito que cruzou fronteiras, chegando com força total no México, nos Estados Unidos e, claro, aqui no Brasil, onde sempre tem um caso pra contar. É impressionante como um mito moderno consegue se espalhar e se adaptar tão rápido, né? Virou uma espécie de celebridade do mundo sobrenatural.

Do Susto à Sinfonia: A Trilha Sonora do Pesadelo

Agora, como transformar essa lenda urbana em música? A minha ideia foi clara desde o início: não podia ser um rock qualquer. Tinha que ter aquele drama, aquela sensação épica e sombria que o tema pede. Então, fui de metal sinfônico, daqueles bem carregado nas cordas e, o principal, com aqueles gritos de coral de fundo. Sabe aquele coro grandioso que a gente ouve em filmes de terror ou em bandas como Nightwish? Pois é, coloquei uma dose generosa disso. A intenção era criar uma atmosfera que fosse ao mesmo tempo majestosa e arrepiante, como se o Chupacabra fosse um vilão digno de uma ópera rock. Acho que ficou com uma cara de trilha sonora de um filme B de monstro que nunca foi feito – e eu adoro isso.

O processo foi um parto, mas dos bons. Ficar ajustando os graves para soar ameaçador, dosando os agudos do coral para dar aquele clima celestial e sinistro ao mesmo tempo… foi uma experiência e tanto. No final, o “negocim”, como eu gosto de chamar, ganhou vida própria. E aí que entra uma homenagem especial.

“Olhos de Dragão”: Um Refrão Para um Amigo

O refrão da música carrega o nome “Olhos de Dragão”. E isso não é por acaso. É uma homenagem direta ao meu amigo Machado, um escritor fera que tem um livro com esse exato título. Achei que a potência e a imaginação que ele coloca nas palavras dele combinavam demais com a vibe épica que eu queria passar. Então, fazer essa ponte entre a música e a literatura foi um gesto natural, quase óbvio. Fica aí o meu salve pra ele!

E pra quem quiser conferir o resultado, é só dar o play aqui embaixo. Cola comigo nessa viagem sonora:

Curtiu a vibe? Se liga que essa não é a primeira vez que eu me aventuro por esses temas high strangeness. Quem acompanha o blog sabe que eu tenho uma quedinha por mistérios brasileiros (e mundiais) que desafiam a explicação. Já botei a mão na massa e criei rocks inspirados em outros dois casos famosíssimos por aqui.

Uma Trilogia (Não Autorizada) do Mistério

Teve o rock sobre o Caso Varginha, aquele episódio ufológico de 1996 que até hoje é um dos maiores fenômenos do gênero no país. Tentar traduzir em guitarra e bateria a tensão e o mistério daquela história foi um desafio e tanto.

E também não podia faltar a Operação Prato, a investigação militar dos anos 70 sobre estranhas luzes e ataques a populações no Pará. Esse caso é tão bizarro e rico em detalhes que daria uma série inteira, mas resumi-lo em uma música foi uma experiência incrível.

Olhando pra trás, percebo que sem querer acabei criando uma espécie de trilogia musical do inexplicável. Primeiro Varginha (ETs), depois Operação Prato (fenômenos aéreos), e agora o Chupacabra (criptozoologia). É como se eu estivesse montando a discoteca ideal para uma maratona de documentários do History Channel à meia-noite. Quem diria, né?

No fim das contas, é isso que me move: pegar essas histórias que povoam nosso imaginário coletivo – sejam elas “reais” ou não – e dar a elas uma nova roupagem, uma emoção sonora. O Chupacabra pode ser lenda, mas o medo, a curiosidade e a fascinação que ele causa são bem concretos. E é essa matéria-prima que eu adoro trabalhar.

É isso ai, valeu por colar aqui! Se curtiu o som, compartilha com aquele amigo que também é fissurado nessas paradas. Até a próxima aventura musical.

Fonte

Compartilhar

2 Comentários

  1. Diego

    chato

    1. Philipe Kling David

      Eu achei um pouco chato tb, na moral, hahahaha. Ele ficou muito repetitivo, criando repetições que eu nem mandei fazer.
      É que a versão 3.5 parece estar cagada. Ele agora permite musica de ate 4 minutos por geração, mas diferente da 2.5 e da 3, ele quer usar a porra do tempo todo. Às vezes a musica precisa acabar antes, mas ele não entrega, ele fica baixando e aí entra num esquema de falar, e depois volta a batida, aí sai do ponto do corte e chega nos 4:00 ele corta seco no meio de uma palavra, fodendo a musica. Mas em termos de arranjos ele deu um ganho que já acho impressionante da ultima versão pra essa. Está pra sair a 4. Vamos ver. As musicas estão bem merda, pq eu estava usando free com varios emails diferentes, então não tinha créditos para ajustar. É capenga demais tentar criar assim. Depois dessa musica eu resolvi pagar essa bosta para poder criar melhor e tb poder trocar insights e sugestões com a equipe de devs. Ainda está muito longe de um bagulho real, mas é divertido e impressionante a velocidade com que esta evoluindo.
      Eles tb precisam resolver um problema de degradação de audio em tempo longo, que o Eleven Labs conseguiu superar. Vai ficando granuloso o som, como um ruído branco. Nessa musica da pra notar claramente, pegando o verso final e comparando com o primeiro.

      Outro entrave que eu noto é que o processo de criação é bem limitado. Tu escreve a letra, coloca algumas strings pontuais (que quase nunca ele respeita, é de veneta, se a IA estiver de bom humor, vai) e ela tenta achar um jeito de musicar aquilo ali, mas como ela parte da letra para a musica. você não pode voltar e ajustar a letra depois que ela fez o arranjo. Aí fode com tudo. É tipo um tiro só pra matar, não matou tu tem que caçar outro bicho. Vai sair outra musica COMPLETAMENTE diferente. Às vezes era só mudar um compasso de um verso. Não tem como. Clicou em gerar, gerou. às vezes eu fico putaço, vai indo bem aí chegar no final ele alucina e fala em língua alien.
      Outro problema, ele só faz de letra pra musica. Não consegue fazer de musica pra letra. às vezes eu gosto mais de escrever sobre uma melodia, mas ele não consgue fazer assim. Isso gera musicas menos melódicas no meu ver. Pra mim, esse é um desafio grande que vão precisar enfrentar.
      Tá na pré-história do negócio ainda, eu sei, mas é cansativo e demorado. Então, eventualmente a peça ficar grande demais ou ate meio chata, é parte do aprender a lidar com o Suno.
      Agora por outro lado, eu fico de queixo caído com uma coisa ou outra lá, porque tenho amigos do ramo e sei o que custa para fazer uma musica. É uma FÁBULA de dinheiro! Essa porra consegue colocar uma parada que ok, não é a mesma coisa de um estúdio da Sony Music, mas porra é MUITO FODA PRA CARALHO para o preço que é.
      E tipo, não vamos esquecer que a indústria musica esta empurrando isso aqui pras pessoas como um produto validado hoje:
      https://x.com/mspbra/status/1799873368457421153

      Se eu botar um chimpanzé surdo clicando botões aleatórios no suno, sai musica melhor.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *