Eu vou te falar, tá acontecendo tanta coisa louca no mundo que já não estou dando conta de acompanhar.
No post de hoje vou te contar como que esse gurizinho aqui em baixo quase entrou para o parlamento de um país.
A ascensão de “Abin Al-Ajabin Zazzau” (conhecido como “A Maravilha de Zaria”), como Mahmud Sadis Buba ficou conhecido na Nigéria, começou no mês passado, depois que um vídeo de seu partido, o Congresso de Todos os Progressistas (APC), selecionando candidatos para uma vaga na Câmara dos Representantes, viralizou nas redes sociais. Mas o que começou como uma inspiração para um cenário político mais inclusivo rapidamente se transformou em um escândalo nacional.
Em seu vídeo de apresentação, Buba, natural de Sabon Gari, em Zaria, afirmou ter concluído o ensino médio e ter trabalhado como motorista. Ele atribuiu sua baixa estatura e aparência infantil a uma forma de nanismo, mas alegava ter nada menos que 30 anos de idade.
“Não se trata de mim, mas sim do povo. O povo me chamou para servi-lo, e eu o servirei”, disse ele aos membros de seu partido, e essa simples frase se tornou uma das declarações políticas mais citadas nas redes sociais nigerianas.
As pessoas não paravam de falar sobre o “Maravilha de Zaria” e como ele inspirou mudanças na política nigeriana, mas então tudo desmoronou quando suas chances de conseguir uma cadeira na Assembleia Nacional do país foram por água abaixo. Em seu vídeo de apresentação viral, Buba alegou ter nascido em 2 de agosto de 1995, o que o faria ter mais de 30 anos, mas documentos ligados a ele e vazados online sugerem que ele nasceu, na verdade, em 2010.
Para concorrer a uma vaga na Assembleia Nacional da Nigéria, os candidatos devem ter pelo menos 25 anos de idade, mas no caso de Abin Al-Ajabin Zazzau, esse não era o principal problema. Se ele nasceu em 2010, isso o tornaria menor de idade, tanto pela lei nigeriana quanto pelos marcos internacionais dos direitos da criança.
Ok, era uma criança? Não, era um adolescente, mas há esse elemento plus de bizarrice, porque esse molequinho não parece ter 16 anos nem a pau. E tudo indica que realmente ele tenha aquele tipo de nanismo que faz a pessoa parecer criança pra sempre. Já falamos disso aqui antes.
Mas trinta ele não tinha.

As fotos de um passaporte internacional, do comprovante do NIN (Número de Identificação Nacional), da certidão de nascimento e dos registros escolares de Mahmud Sadis Buba sugeriam que ele era apenas um adolescente. Para piorar a situação, um ex-professor também se apresentou, alegando ter dado aulas para Buba quando ele cursava o ensino fundamental II e confirmando que ele tinha 16 anos.
Inicialmente, o partido APC de Buba o defendeu, alegando que ele era alvo de “uma campanha difamatória”.
Incrível como qualquer político do planeta quando é pego pelo pé, usa a mesma tática, né?
No entanto, com o acúmulo de evidências, ele foi desqualificado por suposta falsificação de idade. Buba anunciou sua desistência em uma carta endereçada ao presidente do APC, afirmando que a decisão se tornou necessária após consultas com seu partido.
“Por favor, aceitem esta carta como notificação formal de que estou desistindo da candidatura para a vaga de Deputado Federal pela circunscrição de Sabon Gari, com efeito imediato”, dizia a carta. “Esta não foi uma decisão fácil, mas foi acelerada pelos esforços de reconciliação iniciados por membros e líderes do nosso partido.”
Agora, muitos se perguntam como um garoto de 15 anos com nanismo passou pelo protocolo de seleção do APC e se tornou uma das estrelas em ascensão da política nigeriana. Foi apenas incompetência ou alguém orquestrou sua candidatura de forma consciente? Até o momento, essas perguntas permanecem sem resposta.
Enquanto esse guri tenta dizer que tem 30 anos na Nigéria, um outro caso bizarro simulotâneamente inverso acaba de ocorrer no Brasil, se tornando um grande Hit do 171 nacional, ao lado da “Grávida de Taubaté”, e do “menino do Acre”:
A menina de 12 anos que era uma mulher de 37
A polícia de Santa Catarina relatou recentemente um dos casos de fraude de identidade mais bizarros de toda a sua história. Uma mulher de 37 anos foi descoberta se passando por uma menina de 12 anos com histórico de abuso, na tentativa de convencer uma família local a adotá-la. Uma investigação revelou que a mulher era reincidente e já havia se passado por menores em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Amanda Maria Souza de Oliveira teria iniciado seu elaborado esquema de fraude de identidade enganando o pastor de uma igreja em Joinville, a maior cidade de Santa Catarina, fingindo ser uma menina de 12 anos chamada Gabriela, que havia fugido de uma família abusiva no estado do Pará. Após conquistar a confiança do pastor e dos membros de sua congregação, ela não só recebeu ajuda financeira, como também foi encaminhada para uma família local que a acolheu.

Durante o tempo que passou com sua nova família, a mulher de 37 anos manteve deliberadamente uma imagem infantil, bebendo leite em uma mamadeira, usando chupeta para relaxar e até mesmo pedindo com seu jeitinho tati-bitati um cobertor para dormir à noite. Ela também falava com uma voz aguda e fingia ter terrores noturnos para fazer seus novos pais acreditarem que ela era realmente uma “criança que precisava de cuidados”.
Muitos se perguntaram como a família acreditou nas mentiras de Amanda, considerando que ela aparentava ter a idade que tinha, ou até mais. No entanto, a mulher de 37 anos também tinha uma explicação para isso. Ela alegou ter sido forçada a tomar hormônios na infância, o que teria afetado sua aparência física, e também que anos de abuso por parte do pai a haviam afetado profundamente.
A família acreditou em tudo o que Amanda lhes contou e a cobriu de amor. Organizaram uma festa de aniversário de 12 anos para ela, pagaram por medicamentos para obesidade e planejaram adotá-la legalmente. Eles nunca suspeitaram de nada de errado, mas as pessoas ao redor suspeitaram, e um parente chegou a denunciar o caso à polícia e pedir que investigassem o histórico da menina.
Com o tempo, descobriu-se que Gabriela, de 12 anos, era na verdade uma mulher adulta de 37 anos que havia cometido golpes semelhantes em diferentes partes do Brasil, vivendo às custas de famílias que sentiam pena dela. Em 2023, ela se fez passar por uma menina de 12 anos e alegou ter sido submetida a rituais de bruxaria. Para convencer as pessoas de que era uma vítima, ela inseriu cerca de 100 agulhas de metal em sua pele. (O povo da internet disse que além de 171 ela parece ser meio tococa do juízo. Difícil discordar.)
A suspeita teria confessado durante o interrogatório e foi acusada de fraude e roubo de identidade , sendo posteriormente transferida para a prisão de Joinville.
Seu advogado solicitou uma avaliação psiquiátrica, sugerindo que Amanda possa estar sofrendo de alguma doença mental e não seja totalmente responsável por seus atos.
Enfim, é isso o post. A galera acreditou que o molequinho ali em cima tinha 30 anos e que essa dona de quase 40, tinha 12. Bom dia.




