Caramba. É só isso que dá pra dizer quando você vê um vídeo desses. Os caras simplesmente pulam do alto de uma antena de TV com 540 metros de altura, como se fosse o trampolim da piscina do prédio. A adrenalina deve estar lá na casa do cacete, e eu aqui, suando frio só de imaginar. Saca só que loucura esse vídeo:
https://www.youtube.com/v/g7anzNnCirw&hl=pt-br
Mas vamos combinar que a gente não fica só na sensação de vertigem, né? A cabeça começa a pipocar um monte de perguntas. Onde é isso? Como alguém tem coragem? E, principalmente, isso é legal? Bom, se liga na história por trás dessa loucura toda.
A Torre Ostankino: O Gigante de Moscou
Essa antena não é qualquer uma. Ela faz parte da Torre Ostankino, em Moscou, que por muito tempo foi a estrutura mais alta do mundo, perdendo o título só em 1975. Ela tem 540,1 metros e foi construída na época da União Soviética, um verdadeiro símbolo de poderio tecnológico. Imagina a vista lá de cima? Deve ser de cair o queixo — literalmente, no caso dos base jumpers.
O mais curioso é que, apesar de ser uma torre de TV e rádio, ela já foi palco de uma tragédia. Um incêndio enorme em 2000 matou três pessoas e deixou a torre fechada por anos. Hoje, ela tem restaurantes e mirantes para turistas, mas obviamente, pular dali não está no roteiro oficial. A galera do base jump vê nesses gigantes de concreto e aço o desafio supremo.
O que passa na cabeça de quem pula?
Falando sério, o que será que se pensa nos segundos antes de dar esse salto? O coração deve estar batendo tão forte que parece que vai sair pela boca. Base jumping não é para amadores, é um esporte radical de altíssimo risco que exige treino absurdo, equipamento de primeira e, vamos combinar, uma certa dose de… vamos chamar de “desprendimento” da noção de perigo comum.
Na Rússia, a cena do base jumping é forte, e esses caras que encaram a Ostankino são como os gladiadores modernos. Eles não estão só buscando adrenalina pura; tem toda uma cultura, um código de ética entre eles, e a busca por um vôo perfeito, controlado, apesar de tudo. É uma forma de arte, só que uma arte que pode te matar se um detalhezinho der errado. Eu, particularmente, acho uma mistura fascinante de coragem, técnica e uma pitada de insanidade. Prefiro admirar de longe, no conforto do meu sofá, obrigado.
É legal fazer base jump na Torre Ostankino?
A resposta curta é: não, nem um pouco. A resposta longa é: é totalmente proibido e ilegal. A segurança da torre é rigorosa, e fazer um salto desses envolve invadir uma área restrita, escalar partes da estrutura sem autorização e, claro, colocar a própria vida e a de outros em risco.
Os vídeos que a gente vê pela internet são feitos à revelia, em operações quase militares de infiltração. Os caras planejam por meses, esperam a janela perfeita de clima e agem rápido, antes de serem pegos pela segurança. É um jogo de gato e rato com as autoridades. Se forem pegos, a multa é o de menos — podem ser presos. Ou seja, além do risco físico, ainda tem o risco de passar um tempinho atrás das grades. Acho que não vale a pena, mas cada um com seus desejos né?
No fim das contas, ver um base jump na Rússia, especialmente de um monumento icônico como a Ostankino, é assistir a um ato de rebeldia extrema contra a gravidade e contra as regras. É assustador, é bonito de uma forma distorcida, e é completamente fora da realidade para 99,9% das pessoas. A gente fica com aquela sensação ambígua: admiração pelo feito técnico e alívio por não ser a gente lá em cima. É um lembrete bizarro dos limites que alguns humanos estão dispostos a testar — ou ignorar completamente.

Que massa… :B
Nunca na minha vida eu ia pular de um troço desses meu! imagina de vc enfia a cara numf erro dessa aí! ¬¬
hehehe
ops, errei, o certo é: imagina se vc enfia!
coloquei assim: … de vc enfia (sem o “r”)…
esses caras sabem viver a vida