Muitas vezes, podemos nos deparar ao longo da vida com estranhas bifurcações. Nem sempre nos damos conta de que estamos diante delas, mas uma vez escolhido o caminho, após algum tempo é fácil olhar pelo retrovisor e perceber que ali foi tomada uma decisão crucial. As paradas como a teoria do caos sempre nos surpreendem como a ideia de que matar uma borboleta pode causar um furacão num outro país… Beleza, mas não estou falando disso. Estou falando de outra coisa: Às vezes, somos expostos a certas situações, onde nosso espírito é posto à prova.
Uma verdade pode ser tão brutal que faz “nosso sistema” entrar em colapso? Pode acontecer. Já aconteceu antes. E o pior é que: Tudo indica que vai acontecer em breve!
Mas vamos comer esse mingau pelas beiradas, como dizia a minha vó.
Pra nós, eu e você aí, leitor do Mundo Gump de longa data, alguém que já passou pelo monstruoso acervo de posts de ufologia aqui, talvez impacte menos, já que estamos cansados de comer desse mingau.
Mas pra muita gente, vai ser uma puxada de tapete épica. Se bem que dependo do grau de revelação, e do tamanho do esqueleto que tem pra ser tirado de dentro do armário, eu já nem sei se não vai impactar a gente pra valer também.
O choque ontológico da verdade sobre os discos voadores e extraterrestres
Todos nós sabemos que estão nos dando sabores da verdade a conta-gotas. Militares estão vindo ao público, há discussões ocorrendo no congresso dos EUA falando abertamente sobre o governo estar de posse de “entidades não-humanas, além de engenharia reversa”. Às claras, falando com militares e gente do alto escalão. Agora começaram a morrer cientistas e pessoas ligadas diretamente ou indiretamente (ou diretamente, mas em sigilo) ao fenômeno.
A morte misteriosa é motivo de “grave preocupação” para o deputado Eric Burlison (republicano do Missouri), que encaminhou o caso para investigação do FBI devido às “implicações para a segurança nacional”, segundo uma carta obtida pelo The Post.
“A morte do Sr. Sullivan foi um caso investigado pelo médico legista local da Virgínia, e a forma e as circunstâncias de sua morte levantam questões substanciais, visto que ele estava se preparando para prestar depoimento ao Congresso”.
Sua morte, em 2024 foi uma das primeiras mortes de uma leva de pessoas que estavam diretamente ou indiretamente envolvidas com tecnologia, investigação e ocultamento. Na época muita gente entubou a história da overdose de drogas como um “azar” mas com novas mortes esquisitas envolvendo militares e cientistas, alguns cogitam que ele pode ter sido suicidado.
A causa da morte foi uma mistura letal de álcool, alprazolam, ciclobenzaprina e imipramina, de acordo com o Gabinete do Médico Legista do Distrito Norte.
O alprazolam é o genérico do Xanax, um medicamento ansiolítico; a ciclobenzaprina é um potente relaxante muscular que atua no sistema nervoso central, disponível apenas com receita médica; a imipramina é um medicamento infantil usado para tratar ansiedade e enurese noturna.
Não precisa ser nenhum gênio para sentir que “há algo de podre no reino da Dinamarca”, ainda mais quando gente do alto escalão que lidava diretamente com isso já estava com entrevista marcada para falar com os senadores que estão investigando coisas como acobertamento da CIA, orçamento negro e etc e tal cmeçaram a sumir e alguns foram de vasco convenientemente antes de falarem. Deu um barata-voa nas testemunhas. Estamos vivendo um momento que mais parece um roteiro de Season Finale de Aquivos X. Mas agora é verdade e agora “a água está batendo na bunda”, pessoal.

A possibilidade de uma revelação mais ampla sobre fenômenos anômalos não identificados deixou de ocupar apenas as margens do imaginário popular, blogs como este aqui e fóruns do pessoal de chapéu de alumínio, e passou a atravessar a esfera institucional, jornalística e cultural. Quando governos, forças armadas e grandes veículos de imprensa começam a tratar o tema como assunto de interesse público e de segurança, a discussão deixa de ser apenas sobre “objetos no céu” e passa a envolver a própria arquitetura mental com que a humanidade interpreta a realidade.
Como psicólogo, eu me interesso bastante sobre coisas que DEMOLEM as bases que sustentam nossa compreensão do mundo. Curiosamente, meu último livro teve justamente isso como pano de fundo. Falando nele, já está à venda aqui, por uma merreca tão ridícula que se você não comprar, estará amaldiçoado para sempre pela ira do mão peluda.
De volta ao abalo que vai deixar o planeta biruleibe das ideias, o nome filosófico para esse abalo é choque ontológico: não apenas o espanto diante de uma descoberta, mas a perturbação provocada quando aquilo que se apresenta como real não cabe mais nas categorias antigas. Em termos simples, trata-se do intervalo em que o mapa anterior já não explica o território, enquanto o novo mapa ainda não foi desenhado. É justamente esse intervalo — e não apenas a eventual descoberta em si — que torna a ufologia contemporânea um campo tão sensível, tão explosivo e tão filosoficamente fecundo.
O intervalo entre a informação e a integração
Há verdades que a mente humana não absorve de uma vez porque certas informações não atingem apenas crenças isoladas, mas desestabilizam a estrutura inteira de interpretação do mundo. Nesses casos, o primeiro movimento não é a compreensão, e sim a rejeição, porque o psiquismo tenta preservar coerência, identidade e continuidade diante da ameaça de colapso cognitivo.
Essa leitura não é apenas psicológica; ela é também filosófica. A ontologia pergunta o que existe, em que sentido algo existe e como os entes se organizam numa totalidade inteligível. Quando uma hipótese antes tratada como folclore, rumor ou fantasia começa a adquirir densidade institucional por meio de arquivos militares, registros técnicos e investigações públicas, não se altera apenas um item no inventário do mundo: altera-se a relação entre humanidade, cosmos, inteligência e conhecimento.
Em outras palavras, o choque ontológico não acontece somente quando surge um fato extraordinário. Ele se instala quando o enquadramento mental estabelecido já não consegue absorver o que aparece. Por isso, o centro do problema não é apenas a pergunta “A verdade está lá fora?”, mas a pergunta mais radical: “o que acontece com a imagem que a humanidade faz de si mesma quando essa possibilidade entra no domínio do plausível?”.
E na sequência, uma pergunta de dar calafrios: Por que agora?
Haverá um evento inexorável se aproximando de modo que não haja outra alternativa às instituições que lidam com o acobertamento sem ser admitir ao mundo o que vinha sendo ocultado?

A história das grandes humilhações epistemológicas
A história intelectual do Ocidente pode ser lida como uma sequência de descentralizações traumáticas. São as grandes feridas narcísicas humanas. A revolução copernicana retirou a Terra do centro do cosmos; a teoria da evolução dissolveu a separação absoluta entre humanos e animais; e a psicanálise, em outra chave, mostrou que nem mesmo a consciência é soberana em sua própria casa. Em todos esses casos, houve resistência institucional, negação cultural e reelaboração lenta das categorias com que a realidade era compreendida.
O interesse filosófico da ufologia cresce justamente porque ela representa mais uma dessas humilhações epistemológicas: Se houver confirmação robusta de inteligências não humanas, vivendo, operando e tocando o zaralho aqui, com tecnologias além da compreensão pública atual, ou mesmo de fenômenos que exijam novas categorias físicas e metafísicas, a humanidade será forçada a rever não apenas seu lugar no universo, mas a própria definição do que é humano.
Isso ajuda a explicar por que o debate desperta reações tão extremas. O que está em jogo não é apenas a veracidade de relatos isolados, mas a defesa de uma cosmologia inteira. A recusa, nesse sentido, não é mero ceticismo metodológico; muitas vezes é autopreservação ontológica.
Então esperemos a negação, não como burrice atávica, mas como uma reação natural e previsível da humanidade diante do insólito. Não avançaremos na nossa compreensão sem algum sofrimento.
Legitimação institucional
Durante décadas, a ufologia permaneceu suspensa entre o testemunho popular, o interesse de pesquisadores independentes e o escárnio do discurso oficial. Alguns países pioneiros, como França, Mexico, Chile, Bélgica, Brasil e até mesmo o Reino Unido, liberaram o tema, documento sigilosos de seus militares, e expuseram fatos até então desagradáveis para certas esferas ligadas ao poder e à Defesa.
Esse cenário mudou de forma importante quando órgãos estatais passaram a reconhecer publicamente a existência de casos não resolvidos e a divulgar materiais antes classificados. Os Estados Unidos vinha desde a pré-história da ufologia lidando com o tema de maneira dúbia. Enquanto a mídia forçava as fronteiras, com livros, jornais, eventos, videogames e tudo que você puder imaginar de documentarios, filmes, deesenhos e etc e tal, havia um lado institucional negando tudo, nas cordas do ringue, é claro, mas dando seus socos também, como no famigerado relatório Condom, criado com o objetivo de esfriar o interesse social em discos voadores.
Campanhas de difamação, investimento em descredibilização do tema foram levados à cabo nessas tentativas de tampar o sol com a peneira para ganhar tempo.
Muitas vezes funcionou, mas em outras, o tiro saiu pela culatra.
Mas ainda hoje, quem acompanha as histórias de Bigelow, Bob Lazar, Luis Elizondo, e To The Stars Academy, David Grusch, Marco Rubio, doutor Seven Greer, e cia ltda, sabe bem que nessa novela, há os que querem a verdade e há uma galera aguerrida nas sombras tentando de tudo para não largar o osso. E isso nos faz questionar: Talvez o osso seja MUITO GRANDE.
A cobertura recente da mídia, que ja serve o prato parcialmente mastigado, mostra que o Pentágono tornou públicos lotes de documentos, vídeos e relatórios sobre UAPs, apresentados como parte de um esforço de “transparência” com divulgação progressiva de materiais antes restritos. A BBC informou que os arquivos incluem dezenas de documentos, vídeos e relatos envolvendo “orbs”, discos, bolas de fogo e outros fenômenos observados ao longo de décadas, sem conclusão definitivas sobre vida extraterrestre ou tecnologia alienígena.
Na cobertura em português, a CNN Brasil também reportou a divulgação de novos arquivos com relatos sobre OVNIs, incluindo vídeos curtos e descrições de objetos ainda não identificados segundo a própria formulação oficial. Esse tipo de reportagem tem peso cultural porque desloca o tema da periferia do sensacionalismo para o centro de uma conversa institucional mediada por jornalismo de grande alcance.
Alguns links úteis para ver isso são:
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CNN Brasil — EUA divulgam novos arquivos com relatos sobre OVNIs.
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BBC — UFO documents released by Pentagon describe floating objects and Moon sightings.
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BBC — Fighter jet shoots down UFO in newly declassified video.
Pois é, meus queridos, saímos do tempo das capas do Notícias Populares para a capa do New York Times. Não é pouca merda não!
Se liga só nisso aqui:

Em vez de debatermos o que foi visto, talvez devamos questionar o que acontece com a mente, com a identidade e com o senso de pertencimento quando a estrutura de realidade entrar em pane. Essa formulação é filosoficamente forte porque uma verdade transformadora não chega a um observador neutro: ela atravessa sistemas simbólicos, crenças, afetos e instituições.
A humanidade já passou por reorganizações ontológicas anteriores, mas agora talvez não disponha do mesmo tempo histórico para metabolizá-las. A aceleração informacional, a circulação em rede e a disputa constante por atenção comprimirão o nosso “luto cognitivo” e reduzirão o espaço de elaboração coletiva.
Antes, uma nova cosmologia levava gerações para ser absorvida. Agora, uma combinação de vazamentos, pronunciamentos oficiais, vídeos, podcasts, fóruns especializados e cobertura massiva pode produzir uma mudança de clima cultural em questão de semanas. Isso torna o choque potencialmente mais desorganizador, porque o psiquismo individual e as instituições sociais são empurrados para a adaptação antes de terem construído linguagem suficiente para sustentar essa transição.
Ufologia e Filosofia: além do empirismo
Uma das limitações do debate público sobre OVNIs é tratá-lo exclusivamente como problema empírico, como se bastasse provar ou refutar a existência de algum objeto exótico. Essa dimensão é central, obviamente, mas insuficiente. Está bem claro pra mim que a questão filosófica coloca o regime de realidade alterado quando o improvável ganha estatuto oficial de um “problema aberto”.
Do ponto de vista epistemológico, isso expõe a tensão entre evidência, interpretação e autoridade. Um vídeo térmico, um relatório militar ou um depoimento de piloto não falam por si; eles precisam ser enquadrados por modelos de conhecimento, por critérios de validação e por instituições capazes de dizer o que conta como prova suficiente. O choque ontológico emerge justamente quando esses sistemas de validação já não conseguem fechar a questão de forma convincente, mas tampouco podem descartá-la sem custo. É assustador demais quando as autoridades que deviam saber do que se trata assumem que nã sabem, porque a sociedade não foi educada para o desconforto da dúvida.
Do ponto de vista existencial, o problema é ainda mais profundo: Se a narrativa dominante sobre a singularidade humana, sobre a hierarquia das inteligências ou sobre a origem da civilização sofrer um abalo sério, haverá consequências para religião, ética, política e psicologia coletiva.
Eu sei que você também está careca de ler isso, porque a ufologia adora repetir esse problema como um bordão. E repete porque é verdade.
Não se trata apenas de descobrir “outros”; trata-se de descobrir que talvez sempre tenhamos pensado a nós mesmos a partir de um centro imaginário. Quantas vezes vemos por aí pessoas falando sobre “O nosso planeta”?
Imagina só que maluquice descobrir que não somos o dono da casa da pior forma possivel: Dando de cara com o morador ali em pé, na cozinha.
Os aliens talvez sejam isso.
O papel de comunidades como MUFON
Nesse terreno, organizações civis de investigação têm um papel ambíguo e importante. A MUFON se apresenta como uma das principais autoridades norte americanas em reportar e investigar avistamentos, abduções e outros fenômenos inexplicados, funcionando como rede de coleta e análise de casos fora da estrutura estatal. Essa posição a torna relevante porque preserva memória, organiza testemunhos e mantém viva uma tradição investigativa que antecede o reconhecimento oficial recente.
Ao mesmo tempo, o crescimento do interesse por materiais desclassificados exige que esse tipo de organização dialogue com critérios mais exigentes de verificação, documentação e comunicação pública. Se a fase atual da ufologia realmente atravessa uma transição entre cultura de nicho e tema institucional, então redes como a MUFON passam a operar também como mediadoras entre testemunho, arquivo e esfera pública.
Por outro lado é bem comum encontrarmos pessoas que cientificamente chamamos de BURRAS, repetindo que “os aliens adoram os Estados Unidos” mostrando grafiocos da MUFON, que é muito mais focada em investigar o que acontece lá.
Há grupos de toda sorte de características, focos enquadros epistemologicos e metodos investigando isso pelo planeta inteiro. Com muita grana pra gastar, os EUA ganham uma dimensão bastante proeminente no que diz respeito a isso, atée porquê os centros de distribuição de mídias no ocidente fica lá.
Isso acaba gerando esse tipo de falsa ilusão: Do mesmo modo, quando um grande acontecimento ocorre, como no caso da liberação de lotes de documentos e videos impactantes, isso vai afetar o interesse do assunto so algoritmos. Com isso, eles entregarão para mais pessoas – muitos fora da bolha do assunto UFO/UAP os corriqueiros videos de avistamentos e relatos. Para uma pessoa fora da bolha, parecerá que “uau, uma onda está acontecendo!Uma epidemia Ovni? Só pode ser merchan do filme do Spielberg” quando na verdade, apenas o tema caiu em interesse e os algoritimos estão entregando mais.
Avistamentos, fotos, videos e relatos, pra gente como eu que está nesse pântano ate o pescoço desde sempre, é algo que surge praticamente todo dia.
Outro dia mesmo minha mãe viu um “chuveiro gigante” emitindo luzes sobre a praia rasa em Buzios.
Esse ponto é crucial porque o choque ontológico não é produzido só por fatos, mas pela circulação social desses fatos. Uma comunidade investigativa pode contribuir para maturidade crítica ou, ao contrário, amplificar ruído, crenças frágeis e interpretações prematuras. Canais como a da mulher que processa todo mundo que discordar dela, são um problema, porque espalham inverdades e estimulam um medo ( que talvez até venha a se justificar lá na frente) que mais atrapalha que ajuda.
A responsabilidade aumenta na mesma proporção em que aumenta a atenção pública. O problema desses influenciadores é que no esquema deles, desde que o dinheiro esteja entrando, dane-se! Quanto pior, melhor.
E dinheiro é atenção e atenção e engajamento podem ser construídos com extrema facilidade manipulando as palavras certas e sabendo brincar com os algoritmos.
Eu e essa joça toda
No contexto brasileiro, este blog aqui ocupa um espaço particularmente interessante porque articula mistério, curiosidade, cultura pop e eu tento pelo menos, uma investigação narrativa em linguagem acessível.
Mas uma coisa que me preopcupa sempre é que este não se torne um espaço exclusivo de ufologia. Eu criei o Mundo Gump para falar sobre o que me vier na cabeça. Claro que por gostar disso, e fazer capas de livros e revistas do tema, e até ser eu mesmo o tema de confusões envolvendo aliens, é meio que impossível evitar associações.
Em minha próprioa defesa, acredito que esse tipo de portal para o desconhecido, tem uma função cultural importante: ele ajuda a traduzir temas limítrofes entre ciência, imaginação e arquivo para um público amplo, sem necessariamente reduzi-los à caricaturas. Mas essa função exige equilíbrio. O desafio editorial não é apenas aumentar o fascínio, e sim construir um pensamento crítico, levando em conta contexto histórico e densidade interpretativa para que o leitor compreenda por que o tema importa além do entretenimento.
E também importa muiuto NO entretenimento! E aqui tem as duas coisas. (vide meu livro ali em cima… Já comprou? Olha o mão peluda, hein!?)
Em outras palavras, transformar curiosidade em reflexão mas de um jeito menos chato e menos bitolado.
Claro, tem gente que ODEIA esse assunto. E é compreensível. O desconhecido dá medo mesmo.
De vez em quando eu fico pensando em posts como aquele do cabrunco, o que eu faria se desse de cara com um monstro? Eu não sei.
O pior talvez não seja dar de cara com o monstro, mas sim o descrédito social que é o resultado de admitir que esteve de cara com o monstro, com o insólito.
Hoje mesmo, li que derrubaram o canal de um rapaz no tiktok onde mostra o manejo dele de animais numa fazenda porque ele fez um video mostrando luzes misteroiosas:
https://www.instagram.com/stories/highlights/17975926338043577/
Uma das teses centrais do choque ontológico está no fato de que o sistema não falha; ele se defende.
Essa frase resume de maneira poderosa o modo como sociedades inteiras lidam com informações incompatíveis com seus alicerces simbólicos. Negar, ridicularizar, deslocar para a margem e patologizar o tema são estratégias clássicas de defesa coletiva quando uma hipótese ameaça o equilíbrio narrativo de uma época. Talvez hoje estejamos vivendo isso ao vivo e à cores, em tempo real!
Isso não significa que todo ceticismo seja desonesto. Ao contrário! O ceticismo continua sendo indispensável para separar erro, fraude, exagero e interpretação indevida. O problema surge quando o ceticismo deixa de ser método e se converte em blindagem metafísica, recusando a própria possibilidade de revisão das categorias herdadas. E isso VAI acontecer. A negação a todo custo é parte direta do mecanismo. Até onde ela vai? Será que estão matando os neginho la do alto escalão para tentar segurar a barragem de fantasias e idealizações que constituem o que acreditamos ser o real?
A sociedade global vai ter que tomar a pilula vermelha em algum momento.
Também por isso o choque ontológico é diferente da simples surpresa. A surpresa acomoda-se rapidamente num mundo já conhecido; o choque ontológico obriga a revisar a moldura do conhecido. Ele toca não só o intelecto, mas a autoimagem de uma civilização. O que é louco é que isso parece que vai acontecer justo no momento que estamos passando por um momento de revolução quase distópico com a computação quântica e a inteligência artificial.
Tudo isso junto pode nos levar a um estado de confusão social tão imenso que será como um destruir para refazer.
Narrativas
O que aconteceria se a narrativa sobre a origem da humanidade estivesse fundamentalmente errada?
Trata-se de uma hipótese extrema, mas filosoficamente legítima como exercício de antecipação, porque permite avaliar o tamanho do abalo possível mesmo antes de qualquer confirmação definitiva.
Uma revisão dessa magnitude afetaria pelo menos cinco eixos:
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A teologia, porque religiões teriam de reinterpretar criação, eleição, alma e centralidade humana.
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A antropologia, porque a definição de cultura, técnica e civilização deixaria de ser exclusivamente terrestre em sentido estrito.
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A política, porque Estados e forças armadas seriam cobrados por décadas de sigilo, gestão seletiva da informação e controle narrativo.
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A ciência, porque seria necessário construir programas de pesquisa transdisciplinares para fenômenos antes relegados ao descrédito.
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A psicologia, porque identidades individuais e coletivas precisariam metabolizar uma nova posição do humano no cosmos.
Mesmo no cenário em que os arquivos liberados não provem nada “extraterrestre” de forma conclusiva, o simples reconhecimento oficial de numerosos casos não resolvidos já é suficiente para iniciar o efeito em cadeia do deslocamento cultural. O ponto não é apenas se existe uma resposta final, mas o fato de que a autoridade estatal já não consegue sustentar plenamente a ficção de que “nada digno de atenção existe no tema”.
O vazio entre dois mundos
Talvez o aspecto mais angustiante do choque ontológico seja o vazio transitório que ele abre. Quando o velho mundo perde consistência e o novo ainda não dispõe de linguagem e clareza, instala-se uma forma rara de desorientação: O Twilight Zone. Não se sabe exatamente o que pensar, o que sentir nem com que vocabulário falar. Pareceremos malucos ao falar com nossos vizinhos? Podemos confiar no governo? A teia de mentiras e absurdos será grande demais para atravessarmos?
Esse vazio costuma ser rapidamente preenchido por narrativas concorrentes. Algumas são conspiratórias; outras são messiânicas; outras ainda tentam reduzir tudo a ruído, erro ou teatro político. Os aliens serão acusados de serem mais uma “bucha” para ocultar e calar o desconforto do laranjão com os Epstein Files?
A proliferação dessas respostas é compreensível, porque a mente humana e as instituições sociais têm horror ao indeterminado prolongado. O verdadeiro desafio, portanto, não é apenas descobrir o que são os fenômenos. É construir maturidade suficiente para suportar o período em que ainda não se sabe o que eles significam. Essa talvez seja a tarefa filosófica mais difícil de todas: precisamos aprender a habitar o vazio misterioso sem preenchê-lo de forma apressada.
O que fazer com essa possibilidade
Uma resposta culturalmente adulta ao tema exigiria pelo menos três movimentos simultâneos. O primeiro é ampliar a transparência institucional, com divulgação responsável, contextualização técnica e preservação de cadeia de custódia dos materiais tornados públicos. Enstamos enfrentando esse problema bem agora. A CIA não quer liberar informações nem para os congressitas lá.
Agora tem até nego morrendo e cientista sumindo.
O segundo ponto é fortalecer a mediação crítica da imprensa e da pesquisa, evitando tanto o deboche automático quanto o sensacionalismo que transforma cada lacuna em certeza absoluta. Isso eu acredito que esteja melhorando devagar, mas esbarra num problema de ego. Durante anos foi muito comum os editores posarem de super céticos, até riduclarizando qualquer ideia que flertasse com a possibilidade de Ovnis serem reais, até pra se descolar de uma ideia que foi massificada (intencionalmente, segundo manuais governamentais liberados pela lei de liberdade de informações) de que esse tema pertence apenas a tablides como o Weekly Daily news (o tipo dejornal que Fox Mulder gostava de ler).
Aqui no Brasil era comum sabermos que a Veja ia decer o cacete em qualquer coisa que soasse estranho , enquanto a Isto é abraçaria o tema.
O terceiro movimento é propriamente filosófico e pedagógico: preparar a sociedade para a ideia de que algumas verdades chegam antes de sua digestão simbólica.
Isso significa ensinar incerteza, complexidade e revisão de paradigmas como partes normais da experiência histórica humana. Se a ufologia vier a desencadear uma ruptura mais ampla, a qualidade da travessia dependerá menos da força do fato bruto e mais da capacidade coletiva de reinterpretar o real sem colapsar em histeria ou negação.
Enfim, o post esta ficando enorme e aqui está um infrno acabando a luz toda hora por causa da chuva. #EnelMaldita!
O grande tema da ufologia contemporânea talvez não seja mais a existência de luzes estranhas, de vídeos ambíguos ou de arquivos militares recém-abertos, embora tudo isso tenha importância objetiva. O tema maior é a fragilidade do humano diante de uma verdade que pode chegar rápido demais para os nossos sistemas absorverem.
O choque ontológico, nesse contexto, não é um detalhe lateral. Ele é o próprio campo de batalha entre defesa psíquica, mudança histórica e reconstrução filosófica do mundo. Se uma nova narrativa sobre inteligência, presença ou origem estiver mesmo à beira de emergir como parece que está, a questão decisiva já não será apenas “o que está acontecendo?”, mas “quem nos tornaremos depois que a verdade nos transformar?”





Só de pensar nisso minha mente explode de especulações.
O ser humano é imprevisível, mesmo isso sendo facilmente previsto nas reações de rebanho. Até o conceito da pílula vermelha já foi deturpado demais pra gente imaginar o que é a busca da verdade absoluta hahahaha
Eu sou pessimista pois as pessoas são dependentes demais de redes sociais (que na minha opinião é pra idiotas), imagine o tsunami de mentiras e manipulação varrendo a mente do humano mediano.
IAs trabalhando como nunca.
Imagine os pastores…
Economia mundial em colapso etc.
Agora é torcer pros caras la de cima interferirem positivamente hahahahahaha
Eu também não sou muito otimista, mas vamos ver o que acontece.
Digo e repito:
ALIENADO!!!
Tava com saudade de vc.
Boa noite, grande Philipe. Não querendo te fazer lhe sentir velho, mas tenho 37 anos e vejo o seu blog desde moleque. haha. Ótimo texto, como sempre. Da gosto de ver o quanto você demonstra prazer no que faz! Uma ótima semana!
Grande Aldo, hehehe pois é, tô velho demais kkkkk