Contato extraterrestre em San Francisco de Mostazal

Ele olhou para o céu tentando ver as estrelas, mas o que viu não era uma estrela

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O Sr. C. Kau estava ali, imóvel, olhando para cima através daquele domo rosado translúcido. Duas formas humanoides, horizontais, flutuavam dentro da esfera metálica que pairavam silenciosamente sobre sua cabana à beira do rio. Seu coração martelava no peito, mas seus pés estavam fincados na terra úmida da margem. O que se faz quando se está frente a frente com o inexplicável? Ele não sabia. Só sabia que aquilo era real, sólido, e estava a meros metros acima de sua cabeça.

Tudo começara alguns minutos antes, na calada da noite de setembro de 1970, em San Francisco de Mostazal, no coração do Chile. Deitado em seu leito simples, o morador ribeirinho percebeu primeiro o silêncio. Um silêncio denso, diferente do habitual coro noturno de insetos e da água correndo. Depois, uma claridade. Inicialmente, pensou ser o farol de um caminhão distante subindo a colina, um reflexo errante. Mas a luz não passava. Intensificava-se, movia-se. E vinha acompanhada de um som. Não era motor, nem turbina, nem vento. Era um zumbido contínuo e baixo, como o de um transformador gigante ouvido através de um cobertor grosso. Algo estava profundamente errado, e seu instinto, aquele velho amigo que vive nas entranhas, gritou isso para ele.

Ele saiu para o escuro. O que viu então apagou qualquer resquício de explicação terrestre. A luz não era um reflexo. Era um objeto. Uma grande esfera prateada, metálica, deslizando lentamente sobre o leito do rio. Sua superfície não era lisa; cintilava com uma constelação própria de pontos luminosos em azuis, vermelhos e brancos, como se alguém tivesse cravejado a Lua com LEDs de uma feira tecnológica futurista dos anos 70. Não havia asas, hélices, jatos de fogo. Nada. Apenas aquela coisa silenciosa, desafiando a gravidade com uma tranquilidade insultuosa. Imagino o Sr. Kau ali, de pijama talvez, encarando a Física que aprendera na vida prática ser reescrita diante de seus olhos.

A realidade às vezes tira um truque da cartola quando menos esperamos.

O objeto veio direto para ele. Flutuou, parou. Foi nesse momento que a parte inferior se revelou: um domo amplo, de uma tonalidade rosa-sutil, quase coral, que parecia feito de um vidro leitoso ou algum material translúcido. E iluminado por dentro. A luz que emanava dele banhou o rio, as pedras, o rosto atônito do homem, tingindo o mundo conhecido com uma paleta de sonho, talvez  de pesadelo.

E através desse domo, a visão que congelaria qualquer um: duas figuras. Com contorno humano, mas imóveis, estendidas horizontalmente como se estivessem em repouso, ou em observação, ou quem sabe, em algum tipo de estase. Eram opacas, sombras contra a luz interna. O Sr. Kau afirmou ter visto detalhes, a silhueta inconfundível de torso, membros. Não eram luzes, nem reflexos. Eram ocupantes daquee estranho engenho com elementos coloridos.
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O momento se esticou, elástico e eterno. O zumbido baixo era a única prova sonora de que o tempo ainda corria. É curioso pensar nisso: em um universo vasto, duas formas de consciência, radicalmente diferentes, se encarando através de um vidro rosado no meio do nada chileno. Uma delas, pelo menos, estava completamente perplexa. O que eles viam? Um homem assustado à beira de um rio? Um espécime? Um ponto de dados em um mapa estelar? Fico me lembrando de outros casos, como o de Antonio Vilas Boas no Brasil, anos antes, também envolvendo uma experiência direta e física. Mas ali, em Mostazal, não houve abdução, nem comunicação. Apenas observação mútua, um tableau vivant cósmico e profundamente estranho.

E então, como começou, terminou. A esfera simplesmente decidiu ir embora. Afastou-se do homem paralisado, cruzou o rio com a mesma calma com que chegara e, de repente, como se alguém tivesse apertado o botão de “turbo” em uma nave de brinquedo, ganhou velocidade de forma absurda. Em poucos segundos, foi um ponto de luz distante, depois nada. Toda a experiência agor se resumia a mais uma história para contar, ou talvez esconder, dependendo da incredulidade dos outros, não é?
A esfera misteriosa sumiu na escuridão da cordilheira, sem estrondo, sem rastro de combustão, sem deixar para trás nem mesmo o eco do seu zumbido peculiar. O silêncio voltou, agora carregado de significado. O Sr. C. Kau ficou ali, sozinho com o rio e as estrelas normais, tentando encaixar o que vira no quebra-cabeça da sua realidade. A cena era de uma clareza perturbadora, impossível de ser arquivada como sonho ou alucinação. Tinha o peso da verdade e fez com que ele nunca mais olhasse para o céu noturo do Chile da mesma maneira.

O caso, registrado pelo investigador independente Robert Othmar Vettiger a partir do relato direto do Sr. Kau, encontrou seu lugar nos arquivos do pesquisador cubano-americano Albert S. Rosales, que o catalogou entre milhares de outros encontros humanoides. San Francisco de Mostazal entrou para o mapa dos pequenos grandes mistérios. Às vezes, me pego pensando naquela esfera prateada com suas luzinhas coloridas. Parecia tão… datada. Algo saído diretamente da capa de uma revista de ficção científica da época. Quase dá vontade de rir da ironia: se os visitantes de outros mundos buscam se camuflar, talvez devessem atualizar seu design com mais frequência. Ou talvez, e isso é mais intrigante, o fenômeno se manifeste de uma forma que nossa cultura do momento seja capaz de processar. Quem sabe? O fato é que, para o Sr. C. Kau, naquela noite de 1970, não havia nada de engraçado ou datado. Havia apenas o silêncio esmagador que veio depois, e a certeza de que, por alguns minutos, ele não esteve sozinho à beira do seu rio.

  fonte: Relato direto da testemunha Sr. C. Kau, contado pessoalmente ao investigador independente chileno Robert Othmar Vettiger. O caso foi registrado por Vettiger em seus arquivos e está documentado no livro *Encontros Humanóides 1970–1974: Os Outros entre Nós (Humanoid Encounters 1970–1974: The Others Among Us)*, de Albert S Rosales. Este caso e as imagens que o representam são uma parceria do Mundo Gump com a pagina Enigmas Fantásticos

 

Fonte: Enigmas Fantásticos

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2 Comentários

  1. Diego

    Posts ufológicos fazem falta. Aconteceu tanta coisa no final de 25 e inicio de 26. Viu algo interessante?

    1. Philipe Kling David

      Diego teremos mais posts de ufologia em breve. Esse período entre dezembro e janeiro foi extremamente complicado pra mim, pois ao mesmo tempo, migrei o site, criei um app, criei um tema exclusivo, uma criptomoeda desse blog e criei um monte de plugins de integração. Tudo deu problema, então estou me matando atrás das cortinas aqui no backend. Na real, eu estou considerando seriamente se ainda vale a pena gastar meu tempo e dinheiro nessas merdas. Esse mês o blog vai me dar um prejuízo de 3500 reais. Ano passado o prejuizo foi de 2000.

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