Plínio Bragatto – o homem que deu uma cervejinha para os extraterrestres

O caso ufologico de Plínio Bragatto, o brasileiro que passeou de disco voador e deu uma cervejinha para os Ets

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Hoje vou contar em detalhes o caso de Plínio Bragatto.
A ufologia é um emaranhado de documentos, fatos históricos, evidências estudáveis e um mar, um mar sem fim de relatos e eventos anedóticos, que podem ou não ser reais, podem ou não ter sido deturpados, e podem também ser mentiras deslavadas. É nesse pântano de incertezas que costumam chafardar com enorme prazer os ufólogos, que buscam montar quebra-cabeças complicadíssimos, enquanto lidam simultaneamente com desacredito, aproveitadores e uma mídia que raramente enfrenta o tema com seriedade, não raro, descambando para a chacota e para o caminho fácil do sensacionalismo barato.
Mas dentro desse mundo de casos e histórias fantásticas, sempre existem aquelas que chamam a atenção por situações tão pitorescas e curiosas, que nos levam a refletir: “è tão bizarro que ninguém inventaria algo assim, porque o mentiroso, antes de tudo tem que ter algum compromisso com a viabilidade lógica da sua mentira”. Um desses casos é o caso de uma abdução ocorrida no Brasil, nos anos 90. Veja bem, é um caso tão curioso, porque nosso abduzido, diferente de muitos casos de abdução que já começam com uma limpeza de barra como “a testemunha não bebia, não fumava e nem usava drogas”, começa com um sujeito tomando uma bela cervejota Skol na beira duma estrada, hahaha.

O caso Plínio Bragatto

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Plínio Bragatto

No dia 9 de dezembro de 1996, por volta das 18h30, o marceneiro Plínio Bragatto (1923–2015), então com 73 anos, retornava ao sítio onde atuava como caseiro. Ao passar pelo bar de Carlos Andrade, no caminho para o Pico do Ibituruna , o ponto mais alto da região de Governador Valadares (MG) , comprou algumas latas de cerveja e seguiu caminhando. Durante a subida, parou para beber a segunda latinha, sentando-se em uma pedra à beira da estrada. Foi nesse momento tranquilo de contemplação da natureza desfrutando da Skol que ele avistou algo que nunca tinha visto na vida. Estupefato, concluiu que era um objeto voador não identificado, que vinha se aproximando no ar.

O OVNI tinha formato oval e, segundo Plínio, possuía várias estruturas semelhantes a barbatanas de peixe, que pareciam servir como um tipo incomum de trem de pouso. O objeto não emitia qualquer ruído. Uma porta se abriu e uma pequena escada com corrimão desceu.

Os seres

Chocado com a visão, Plínio notou que do interior saíram dois seres humanoides, cada um com cerca de dois metros de altura.

Na classificação ufológica, seres gigantes como esse são categorizados como seres do tipo “gama”, que representam cerca de 8% dos casos registrados.
Um dos seres acenou para Plínio amigavelmente, e o convidou a entrar na nave.

Sem hesitar, ele aceitou. Ao entrar no aparelho, pela escada emborrachada, o marceneiro se espantou. O acabamento era luxuoso, embora minimalista. “Tudo era aveludado e em tom azulado”, descreveu ele. Plinio notou que o ambiente tinha um cheiro de laranja e o ambiente era um cômodo inteiro, que posteriormente revelou ter um segundo compartimento.

A comunicação era falada e, segundo Plínio, o idioma dos visitantes lembrava um pouco o espanhol, mas era perfeitamente compreensível. Após um breve tour pela nave, os seres o convidaram a conhecer o planeta de origem deles. Plínio aceitou sem receio, comentando depois que “eram gente boa” hahaha.

Escala na Lua?

Assim que a espaçonave decolou, ele disse que viu tudo extremamente rápido lá fora; em três minutos, na escuridão do espaço,  eles entraram na órbita do que Plínio acreditou ser a nossa Lua. Ali a espaçonave permaneceu por um tempo e dali ela fez um novo salto, que dessa vez durou bem mais tempo viajando no escuro.

Durante a viagem, os três seres (dois homens e uma mulher) realizaram uma espécie de exame médico nele. Apalparam sua barriga e articulações com aparelhos de ponta de borracha e agulhas de vidro, que davam pequenos choquinhos, e colocaram um colete ou túnica de tecido bem grosso, cuja função ele não entendeu (existem outros casos de abdução, também no Brasil que envolvem a colocação de objetos nos abduzidos, como roupas toucas, capacetes ou máscaras. Normalmente isso não costuma ser explicado). Em determinado momento, um dos seres chegou a ficar nu perto dele e Plínio deu uma “manjada”.

“O corpo deles é igual ao nosso, até mesmo naquelas partes…”, contou Plínio, achando graça, mas depois pontuou que, embora parecidos, os corpos eram ligeiramente diferentes em proporções e parecia que seus arranjos musculares eram sutilmente diferentes.  Ele cita também pequenos pelos finos no rosto de um dos alienígenas, como um tipo de barba, e que a fêmea tinha peitos grandes, mas que pareciam estar ligeiramente mais abaixo do que os de um ser humano.  Sua pele era acinzentada e levemente esverdeada.

Os visitantes usavam roupas colantes azuis. Ele percebeu que os que pareciam ser líderes usavam adornos com medalhões dourados. Quanto à aparência, eles tinham feições humanoides, porém com orelhas e bocas maiores, meio desproporcionais. Chamava a atenção o cabelo nascendo da metade da cabeça para trás, dando a eles uma testa pronunciada. “Eram feios”, resumiu ele.

Não demorou para que a espaçonave chegasse a “Martiolo”, que Plínio concluiu ser capital de Marte, segundo o relato. Logo, ele se espantou porque havia ali uma certa comoção popular com sua chegada.

“Havia mais gente me esperando do que quando o Papa veio ao Brasil”, comparou Plínio.

Ao pousar, foi recebido como visitante do planeta “Bacha”, que era  como os seres se referiram a Terra. Durante a estadia, comeu uma fruta semelhante ao mamão, chamada “pico”, e uma espécie de empada. Assistiu a imagens em um grande telão que mostravam coisas familiares da Terra e tomou uma bebida adocicada que lembrava Campari. Em troca, ofereceu duas latas de cerveja Skol aos seres, que aceitaram na hora.

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Anos depois, a própria marca Skol chegou a produzir um comercial inspirado no caso, com extraterrestres vindo à Terra atrás de cerveja.

O planeta

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A descrição do planeta alienígena lembra Coruscant, de Star Wars

Plínio descreveu o planeta como muito bonito, com grandes edifícios com mais de 60 andares, e imensas pontes feitas de um material parecido com nylon e borracha, mas extremamente resistente. Foi informado que aquela cidade possuia mais de 60 milhões de habitantes. Ela era cortada por um rio. Disse ter pegado uma pedra do solo e escondido. Após mais de seis horas, um dos seres avisou que era hora de voltar. No caminho de regresso, Plínio viu uma televisão estranha, com imagens flutuando no ar, além de animais semelhantes a dinossauros ou répteis gigantes, e outras curiosidades. Na cidade, ele notou especie de trens muitos longos, que serpenteavam pelos predios de grande altura.  Tal qual o senhor Arlindo Gabriel do caso Baependi, Plínio assistiu a um tipo de curso ou documentário, exibido pra ele num telão que lhe deu muitas informações sobre o planeta, como tempo de duração do dia, o sistema monetario, a fauna e flora, organização social, e etc… O que coloca esse tipo de alien dentro da categoria do “Alien palestrinha“.

 

Encontro com Deus?

Um aspecto curioso do caso da abdução de Plínio é que ele teria sido apresenmado a duas figuras. As duas figiras eram aliens do mesmo tipo dos seus anfitriões, mas notou pela vestimenta que ali estava alguém muito importante, como um presidente ou primeiro ministro do planeta.  O outro era mais estranho ainda, pois foi informado que ele era uma espécie de Santidade Cósmica, aparentemente imortal (Plinio foi informado que ele teria mais de 300 milhões de anos) e era cultuado pelo povo do planeta num tipo de religião única. Curiosamente, o abduzido Artur Berlett, também se refere a um tipo de líder religioso onipotente parecido em sua abdução, chamado de “filho do Sol”.

Plínio recebeu de volta suas roupas originais, que foram entregues a ele extremamente quentes e com forte odor de flor de laranjeira e ele acredita que elas tenham sido esterilizadas por algum processo. A viagem de volta durou cerca de 20 minutos. Ao perguntar se futuramente eles retornariam à Terra, recebeu uma resposta curiosa: “Iremos voltar quando as tempestades forem menos intensas.” Segundo os seres, cinco naves já haviam se acidentado por causa de raios, e isso era preocupante.

Longe de casa

Por volta das 4h30 da madrugada, os visitantes o deixaram em um pasto.

“Pensei que eles tinham me abandonado em outro planeta”, lembrou Plínio. Ao olhar ao longe, viu um caminhão da Sadia na estrada e sentiu enorme alívio. Conseguiu uma carona e, já imaginando que seria considerado maluco se dissesse a verdade, inventou  que seu carro havia quebrado, o motorista comentou que ele encontraria mecânicos em Montes Claros.

Plínio se surpreendeu: Montes Claros ficava a mais de 530 km de Governador Valadares (na época, o trajeto por estrada podia ultrapassar 700 km). Ao chegar à cidade, esperou o comércio abrir, tomou um café e procurou a polícia.

Investigações e marcas físicas

O abduzido foi atendido pelo delegado de Vigilância Geral Castelar de Carvalho Leite, do 8.º Departamento da Polícia Civil, que registrou o caso na manhã de 10 de dezembro de 1996. A esposa do delegado, Suely Marques Mendes Leite, escrivã na época, redigiu o Termo de Declaração.

Castelar entrou em contato com o delegado Marcos Alencar, em Governador Valadares, pedindo que verificasse o paradeiro de Plínio na noite anterior. Uma equipe confirmou a presença dele no bar mencionado.

O detetive André Luiz foi ao Pico do Ibituruna e lá encontrou algo intrigante: Havia de fato marcas circulares no solo, com cerca de três metros de diâmetro. No total eram  dez de um lado, dez do outro e uma oval no centro,  como se algo muito pesado tivesse pressionado o terreno. As marcas coincidiam com a descrição feita por Plínio da espaçonave.

Dias depois, o detetive conseguiu entrevistar Plínio em uma sala reservada da TV Rio Doce.

Um emaranhado de informações

Plínio Bragatto, pai de dois filhos, era um homem carismático de 73 anos. Durante a entrevista, transmitia a impressão de que realmente acreditava no que relatava. Não apresentava contradições evidentes. Apesar da idade, mostrava-se ativo e observador. Era semianalfabeto e pessoa simples, sem formação que permitisse inventar uma história com tantos detalhes específicos.

Segundo o detetive André Luiz, chamou atenção o fato de a polícia ter ido ao local do suposto pouso e encontrado aquelas estranhas marcas circulares no solo.

A pedra de outro planeta

Um fato curioso desse caso de abdução é que Plínio trouxe consigo um souvenir! Ele pegou uma pedra do solo de “Martiolo” e trouxe consigo, e mostrou a todos que podia. A repercussão do caso levou pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), ufólogos e representantes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) à cidade para recolher mais informações. Era um objeto semelhante a uma pedra vulcânica de cor escura, com tons grafite, esverdeada e que pesava aproximadamente 100 gramas. Segundo o aposentado, trazido do planeta alienígena. O mineral foi confiscado para estudos e nunca mais devolvido. Em uma análise preliminar feita por estudiosos, constatou-se que sua origem não era mesmo terrena. (fonte) A pedra foi exibida na Tv no canal Rede Minas antes de desaparecer.

Enigma que persiste

Mais de 29 anos depois, o caso de Plínio Bragatto continua desafiando explicações simples. Um homem simples, semianalfabeto, sem qualquer motivação aparente para inventar uma história tão rica em detalhes, relatou uma experiência extraordinária com coerência impressionante,  da descrição da nave e dos seres até o estranho deslocamento até Montes Claros, passando pelas marcas circulares encontradas no Pico do Ibituruna pela própria polícia.

Plínio Bragato, depois de desaparecer no pico da Ibituruna, foi encontrado, seis horas depois da suposta abdução, a 20 quilômetros de distância de Montes Claros, cidade que fica a 507 quilômetros de Governador Valadares, pelo trajeto mais curto. 

Entretanto, na época não havia voo regular entre as duas cidades, nem mesmo com escala em Belo Horizonte. Fazer o percurso de carro demora, aproximadamente, nove horas. O delegado de Vigilância Geral Castelar de Carvalho Leite, titular do 10º Departamento da Polícia Civil em Montes Claros, registrou o caso e a escrivã Suely Marques Mendes Leite, redigiu o Termo de Declaração de Plínio Bragato. O que confirma que o aposentado foi localizado, na data e hora mencionadas, naquela cidade. 

A investigação oficial, por mais limitada que tenha sido, confirmou alguns pontos concretos: Plínio realmente esteve no bar naquela noite, sua presença foi verificada, e as marcas no solo correspondiam à descrição que ele deu antes mesmo de qualquer um ter ido ao local. Ele manteve a mesma versão até o fim da vida, em 2015, sem contradições significativas. Ms é inegável que  a narrativa carrega elementos fantásticos. Essa suposta viagem a Marte,  não tem como ser compatível com o que sabemos cientificamnete sobre o planeta Marte. Mas se não era marte, onde era? Essa é uma questão interessante, porque ela se alinha com questões similares de outros casos. O caso Artur Berlet, por exemplo, também dita uma abdução de um homem simples que é levado para outro planeta, e pelos dados dornecidos a ele pelos proprios alienígenas, o planeta em questão está muito perto da Terra. É um planeta que sabemos que não existe no nosso sistema solar, então como isso é possível?

Dentro da Física Clássica que conhecemos hoje, não é. Simples assim, MAS…
Se olharmos para o que o senhor Arlindo nos conta de sua abdução no caso Baependi (aquele do embornal) os aliens explicaram para ele que eles provém de m “outro lado”. Arlindo em sua compreensão rudimentar e pouco estudo, não conseguiu “netnheder nada” do que os aliens o explicaram num tipo de datashow, mostrando a terra, o sol e os planetas. Mas ele se lembra de um tipo de mancha, onde os aliens apontaram e disseram que vinham de um outro lado. Aqui é onde eu dou uma surtada e fico imaginando se o “outro lado” não é um tipo de realidade paralela, uma dimensão onde os planetas dos alienígenas podem estar mais perto do que pensamos.

Outros elementos interessantes são as latas da cerveja Skol oferecida aos extraterrestres, imediatamente aceitas como “presentes ou souvenires”. Seriam elementos como o Embornal de Arlindo, ou um documento (se não me engano, a carteira de identidade) do abduzido no caso Bebedouro, ou ainda um maço de cigarros no caso Tiago Machado.  Casos ufologicos envolvendo algum tipo de troca ou coleta de alimentos também não são uma novidade. Aliens que pedem água em recipiuentes, como os do caso Lins e aliens que não só pedem mas oferecem algo em troca, como o caso das panquecas extraterrestres podem ser bosn exemplos disso.
Tambem chama a atenção o fao de que se tratou de uma abdução por convite, não-coercitiva. Embora muito das abduções sistematizadas pelos ufologos envolvam sequestros deliberados, existem muitos casos onde a vistima é conviadada para um “rolê”. Casos desse tipo não são incomuns e um deles que ja contei aqui no mundo gump é o caso  João Freitas Guimarães. 

Elementos arquitetônicos intrigantes, como as pontes de material semelhante ao nylon, e prédios bonitos também são marcantes no relato. Para muitos, trata-se de um sonho vívido, de um delírio provocado pela combinação de álcool e cansaço, ou mesmo de uma fabulação inocente de um contador de histórias carismático. Pode ser? Pode. Mas isso não explica tudo.

Uma hipotese que poderiamos levantar é: Plinio pode ter sido abduzido realmente e implantado com memórias falsas para encobrir o aspecto traumatico de seu rapto? Teria Plínio sofrido da síndrome do abduzido, se colocando como uma grande personalidade (mais aclamado que o Papa)  num evento real e talvez desagradável de abdução?

A polícia encontrou marcas no solo compatíveis com sua descrição, confirmou sua passagem pelo bar e registrou formalmente o caso.

Seja fruto da imaginação, de um sonho lúcido ou de algo mais extraordinário, o episódio do Pico do Ibituruna permanece como um dos capítulos mais pitorescos  e desconcertantes  da ufologia mineira. Plínio se foi, mas deixou para trás um enigma que nem o sensacionalismo da mídia nem o ceticismo mais duro conseguiram sepultar por completo.

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3 Comentários

  1. Rafael

    Dada a preguiça dos nossos servidores públicos, para mim o mais impressionante é a polícia ter subido uma montamha para confirmar a tal marca redonda de pouso.

  2. André Luiz

    Faz muito sentido a ideia de memória implantada. Essa história de “recebido como o Papa” e alienígena peladão (realmente parece resto de algo q foi apagado), passa essa ideia. Na verdade eu tenho para mim a teoria de que não existe encontro ao acaso. Tudo o q as testemunhas relatam é na verdade encenação e mentiras dos seres. Tudo previamente planejado.

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