No mundo já saturado de modelos de IA e influenciadores digitais brigando pela atenção do público, os criadores têm que inovar de verdade para fazer seus personagens se destacarem. Pele perfeita, corpo ideal e olhares hipnotizantes já não bastam nas redes sociais atuais. Mas parece que o nicho de gêmeas siamesas criadas por inteligência artificial foi mesmo uma jogada de mestre!
Conheça Valeria e Camila, possivelmente as gêmeas siamesas mais charmosas que você já viu. Basta dar uma espiada no perfil delas no Instagram para notar que são avatares virtuais, e não pessoas de carne e osso. Ainda assim, com mais de 280 mil seguidores, muita gente ou ignora esse detalhe ou simplesmente não liga. Os comentários em suas postagens transbordam de elogios, flertes e emojis de coração por todo lado. Essa mulher de duas cabeças me lembrou aquelas irmãs que são professoras, elas sim, de verdade:

Os responsáveis por trás dessas gêmeas digitais capricharam na narrativa: inventaram uma biografia completa, com fotos de infância produzidas por IA e histórias inventadas sobre o dia a dia delas. Isso acabou criando uma conexão ainda mais forte com os fãs, que mergulham de cabeça na ilusão, esquecendo que tudo é fictício.
“Nossas colunas vertebrais estavam gravemente unidas, o que nos obrigou a enfrentar várias cirurgias e procedimentos ao longo da vida desde o nascimento. É daí que vêm essas cicatrizes tão bonitas”, compartilharam Valeria e Camila em um dos posts.
Diferente de outros influenciadores virtuais que são transparentes sobre sua origem digital, Valeria e Camila nunca admitiram abertamente que são criações de IA, o que deixa muitos seguidores na dúvida se elas são reais ou não.
Isso levanta suspeitas de que os donos da conta possam ter intenções escondidas, como acumular o máximo de fãs nas redes sociais para depois encaminhá-los a conteúdos pagos ou plataformas premium. Só o tempo dirá o que vem por aí.
Ética e avatares digitais
Os avatares digitais, como esses gerados por inteligência artificial (IA), estão revolucionando as redes sociais, o marketing e até a política. Figuras como influenciadores virtuais, que acumulam milhares de seguidores no Instagram ou TikTok, levantam questões profundas sobre o que é real e o que é simulado. Mas, além da novidade, surge um debate ético: esses avatares promovem inovação ou manipulação?
Transparência e Autenticidade
Um dos maiores desafios éticos é a falta de transparência. Muitos avatares digitais não revelam abertamente que são criações de IA, levando seguidores a acreditarem que estão interagindo com pessoas reais. Isso pode criar conexões emocionais falsas, especialmente quando esses avatares compartilham “histórias de vida” fictícias. Por exemplo, influenciadores como Lil Miquela (uma avatar fajutaça) ou Shudu são digitais, mas nem sempre deixam isso claro, o que questiona a autenticidade das mensagens que transmitem. Especialistas alertam que, sem disclosure adequado, há risco de engano, violando a confiança do público. Outras influencers virtuaios são a imma.gram bermudaisbae e Rosy.gram

Regulamentações como as diretrizes da FTC (Comissão Federal de Comércio dos EUA) exigem que endossos por avatares sejam identificados como tais, pois eles não podem ter “opiniões honestas” ou experiências reais. No Brasil, embora não haja leis específicas para IA ainda.
Como normalmente os avatares de IA são “perfeitos”: não envelhecem, não cometem erros e estão disponíveis 24/7. Isso os tornariam ideais para campanhas de marketing, mas levanta preocupações sobre manipulação. Em contextos políticos, por exemplo, avatares persuasivos poderiam espalhar desinformação. Críticos argumentam que isso é uma “armadilha para anunciantes desavisados”, já que endossos de IA devem refletir crenças honestas – algo impossível para entidades sintéticas. Pessoalmente eu dioscordo disso em gênero, numero e grau. Afinal, sabemos que nem tudo que parece espontâneo na internet é. Muita coisa (quase tudo) é roteirizado e regravado diversas vezes ate ficar com o timming correto. A mensagem, seja escrita para uma IA falar seja escrita para aquela in fluencer super famosa da dancinha, e vendedora de tigrinho falar, é algo criado visando um negócio. Por que é uma IA falando fica pior? Pra mim dá na mesma.

A internet esta lotada de pilantras de verdade vendedores de curso, sempre presepando riqueza, fazendo ofertas absurdas e irreais, e que vivem tirando grana dos outros e a precupação é se um bonequinho de IA assumiu que ele é digital?
E os carinhas que ficam mandando declarações de amor e recolhendo pix das tiazonas no zap? E o deepfake de tempo real para convencer idosos a pagar a faculdade da mocinha gostosa? E a tia la que emprestou dinheiro pro Elon Musk?
Essa manipulação me preocupa bem mais do que gostosas sensualizantes de cabelo rosa fazendo dancinhas.
Padrões de Beleza Irrealistas e Impacto Social
Outra questão que muito se fala sobre avatares de IA é que muitos deles, incorporam ideais de beleza societários, como pele impecável e corpos “perfeitos”, perpetuando padrões inatingíveis. Isso é especialmente problemático quando esses avatares influenciam jovens, contribuindo para questões de autoestima e saúde mental. Críticos, como na BBC, destacam que modelos de IA como Aitana ganham fortunas em endossos, mas promovem “padrões de beleza irrealistas”.
Ok, agora tragam a novidade, por favor, já que os padrões de belezas irrealistas estão aí desde que eu era pequeno. Ainda hoje me lembro do cara do Photoshop que esqueceu de colocar o umbigo na Leka na Playboy.
Então, os avatares serem lindos e perfeitos é apenas o reflexo dessa sociedade que já era doente. Mas veja, nem isso é uma verdade absoiluta, tem varios avatares que são mais normais do que se esperaria, – o que é também algo de uma certa originalidade, uma vez que a perfeição absoluta pode comprometer o relaismo da experiência.
Outra coisa que se faça é que avatares de IA trazem o risco de substituir influenciadores humanos, afetando empregos no setor criativo.
O que eu digo sobre isso? Um solene FODA-SE aos influencers. O Midjourney e similares afetou o mercado de trabalho do ilustrador. A IA de dublagem ferrou o dublador, Eleven Labs passou o rodo nos locutores, as LLMs estão ferrando programadores, copyrigters, escritores, mdeladores 3d, então, que os influencers peguem seus paninhos de bunda e venham pra cá se sentar no banco dos ferrados com a gente. A tecnologia vai tratorar todo mundo. E convenhamos, o trabalho de ser um “influencer” é um trabalho bem bosta, que uma IA pode MESMO fazer melhor. Então, meu amigo, se a inteligência artificial só te desempregar, se considere com sorte, porque ja tem umas porras dessa sendo pensadas para matar.
O maior mercado onde os avatares de Ia estão nadando de braçadas é no nicho adulto. E dentro desse nicho tem gente trabalhando mais com um tipo de golpe e gente criando IAs apenas para vender conteudo em olyfans e similares. O que se diz é que essa parada da muita grana e coisa e tal, mas sei lá; pra vender eles falam que tudo da muita grana e quando você fuça o submundo (como eu) sabe que é muito facil forjar varios pagamentos caindo na continha do nubank tem ate programinha que gera uma conta fake pra isso “provas sociais” e eles prometem mundos e fundos pra te fazer comprar.
No final das contas, tem muita gente vendendo curso e muita gente achando que a gostosa de IA do onlyfans será a galinha dos ovos de ouro. Mas não sei se é isso tudo mesmo.
Segundo este site, hoje com 52% da Geração Z seguindo influenciadores virtuais, o mercado cresce rapidamente, mas a um custo ético para a diversidade e a representação reais, o que nos leva a qustionar outra dimensão dos avatares de IA.
Exploração Cultural e de Gênero
Uma tendência preocupante é a criação de avatares como jovens mulheres negras, frequentemente por homens de origens raciais diferentes em agências de marketing. Isso é visto como uma “nova onda de exploração cultural”, seria aí um tipo de blackface 2.0, comercializando identidades de gênero e raça sem consentimento ou representação autêntica.
Pesquisas da Universidade de Toronto apontam que isso levanta questões urgentes sobre racismo digital e a ética de plataformas que hospedam esses conteúdos. Então para essa galera, se o criador é branco, ele só poderá croiar Ias brancas. Se ele for por exemplo de um certo gruipo étnico, como chinês ou Indiano ele só pode fazer aquilo que está ligado ao dna dele? Me parece uma discussão um tanto imbecil, me desculem ai os ativistas que adiuram puxar um racismo em tudo. Ora, se um criador de conteudos digitais criou um avatar negro é porque ele quis e isso está ao meu ver a favor da inclusão, e não o contrário. Mesmo que o avatar não seja de verdade fisicamente, ele é de verdade num contexto abstrato onde ele existe, e se ele existe como um negro e ganha tração significa que a sociedade está aceitando mais os negros.
De qualquer maneira, lá no contexto europeu, debates sobre liberdade de expressão questionam se contas de Instagram geradas por IA merecem proteção legal, equilibrando inovação com limites éticos.

Aspectos Legais e Melhores Práticas
Para mitigar riscos, especialistas recomendam:
– Proteção de IP: Avatares gerados por IA têm limites de proteção intelectual, priorizando elementos humanos na criação.
– Divulgação Proeminente: Políticas como as da Índia (ASCI) exigem que avatares se identifiquem como não humanos.
– Evitar Afirmações Pessoais: Avatares não devem dizer “Eu experimentei isso” para evitar violações regulatórias.
Criadores de conteúdo virtual com IA precisam equilibrar criatividade com responsabilidade, evitando backlash por falta de transparência.
Com relação a questão da divulgação proeminente,eu concordo e discordo dela em um certo grau. Acho que essas práticas definidas por ordem legal são sempre imperfeitas porque criar mnormas e regras que nem sempre atendem a todos os casos. Às vezes é parte integrante da experiencia criativa que o avatar não saiba que ele não existe no mundo físico. Por outro lado se um avatar é criador para vender alguma coisa iou convencer alupem a fazer um nvestimento ou tomar um remédio eu acho que deveria ser muito importante que as pessoas soubessem de antemão que não se trata de uma pessoa real ali, as de uma simulação virtualizada.
Vai acontecer isso? Não sei, porque sinto as coisas bem bagunçadas neste momento.
Regulamentações Brasileiras de Inteligência Artificial: Um Panorama Atual
A inteligência artificial tem se tornado uma ferramenta essencial em diversos setores, mas seu avanço rápido traz desafios éticos, legais e sociais. No Brasil, o debate sobre regulamentação ganhou força nos últimos anos, impulsionado por projetos de lei e estratégias nacionais. Embora ainda não haja uma lei federal abrangente em vigor, o país avança em direção a um marco regulatório que equilibra inovação com proteção de direitos.
O Principal Projeto: PL 2338/2023
O Projeto de Lei nº 2338/2023, originado do PL 21/2020, é o epicentro das discussões sobre IA no Brasil. Apresentado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, o texto foi aprovado pelo Senado Federal em dezembro de 2024 e agora está em análise na Câmara dos Deputados. Ele propõe um marco legal para o desenvolvimento, implementação e uso de sistemas de IA, inspirado em modelos internacionais como o AI Act da União Europeia.
Os principais pontos do PL incluem:
- Abordagem baseada em risco: Classifica os sistemas de IA em níveis (excessivo, alto, médio e baixo), com obrigações proporcionais. Sistemas de alto risco, como os usados em decisões judiciais ou bancárias, exigem supervisão rigorosa e transparência.
- Direitos dos afetados: Garante o direito à explicação de decisões automatizadas, à não discriminação e à revisão humana, complementando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
- Governança: Cria o Sistema Nacional de Regulação e Governança de Inteligência Artificial (SIA), coordenado pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), com participação de outros órgãos federais.
- Proteção a direitos autorais: Mantém salvaguardas para criadores de conteúdo e obras artísticas, mas exclui algoritmos de redes sociais da lista de alto risco.
A expectativa é que o projeto fosse votado na Câmara no primeiro semestre de 2025, mas, até agora ele permanece em debate na Comissão Especial sobre Inteligência Artificial. O texto é visto como um “bom ponto de partida” para atrair investimentos e promover crescimento sustentável, seguindo o sucesso de leis como o Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014) e a LGPD (Lei nº 13.709/2018).
O modelo brasileiro, menos prescritivo que o AI Act europeu busca flexibilidade para não inibir a inovação. No entanto, críticos apontam preocupações como o risco de discriminação, impactos na privacidade e necessidade de maior transparência. Benefícios incluem atração de investimentos e proteção de direitos, mas o debate envolve stakeholders como empresas, juristas e sociedade civil.

Tem também a Eva Delonne, metade negra, metade albina.