O reator de fusão ST40 atingiu uma temperatura de plasma recorde mundial de 100 milhões de graus Celsius em 2022, e agora, pela primeira vez, o plasma em seu interior foi filmado em cores. Olha que incrível:
Imagina se essa porra aí explode, hein?
Imagine um dispositivo do tamanho de uma geladeira que atinge temperaturas 7 vezes maiores que o núcleo do Sol. Não é ficção científica: é o ST40, o reator de fusão nuclear compacto da startup britânica Tokamak Energy. Em 2021, ele alcançou 100 milhões de graus Celsius, um marco que reacende as esperanças por energia limpa e ilimitada. Mas como isso funciona? Vamos destrinchar tudo passo a passo.
O Que é Fusão Nuclear e Por Que Ela Importa?
Diferente da fissão (usada em usinas nucleares tradicionais, que “quebra” átomos e gera resíduos radioativos), a fusão nuclear une átomos leves, como hidrogênio, liberando energia colossal – a mesma que alimenta as estrelas. Suas vantagens:
-
Energia ilimitada: Usa deutério do mar e hélio-3 (abundante na Lua).
-
Limpa: Sem CO₂, sem resíduos de longa duração.
-
Segura: Sem risco de derretimento como em Chernobyl.
O problema? Manter o plasma superaquecido sem derreter as paredes do reator. É aí que entra o ST40.
Como o ST40 Conseguiu 100 Milhões de Graus?

Lançado em 2019 no Reino Unido, o ST40 é um tokamak esférico – formato compacto e eficiente, diferente dos gigantes como ITER (na França). Seus segredos:
-
Ímãs supercondutores de alta temperatura: Feitos de REBCO, operam a -200°C, confinam o plasma em forma de donut.
-
Aquecimento por radiofrequência: Injeta ondas de energia para ionizar gás em plasma a 100 milhões °C em segundos.
-
Design compacto: Apenas 1 metro de diâmetro, mas com campo magnético de 3 teslas (mais forte que muitos concorrentes).

Em maio de 2021, testes confirmaram essa temperatura recorde, superando expectativas. Para contextualizar: o Sol tem 15 milhões °C no núcleo; o ST40 vai além para maximizar reações de fusão.
Avanços e Desafios: O Caminho para a Energia Comercial
-
Próximos passos: A Tokamak Energy planeja o ST80, visando fusão em ganho líquido (mais energia produzida que consumida) até 2030. Meta: 400 milhões °C e produção de trilhões de nêutrons por segundo.
-
Aplicações imediatas: Mesmo sem ganho líquido total, gera nêutrons para medicina (tratamento de câncer) e materiais (testes de radiação).
-
Desafios: Sustentabilidade do plasma por minutos (não segundos) e custo. O ITER, por comparação, custa bilhões e só ligará em 2035.
Empresas como Commonwealth Fusion Systems (EUA) e a brasileira TAU Systems competem no espaço, mas o ST40 destaca-se pela miniaturização – ideal para “usinas de fusão” em fábricas ou cidades.
Impacto Global: Fusão no Horizonte Brasileiro?
No Brasil, com nossa matriz energética hidrelétrica vulnerável a secas, a fusão poderia revolucionar. Projetos como os realizados no ITA com pesquisas em plasma podem pavimentar este caminho.
Globalmente, investimentos bateram US$ 6 bilhões em 2025, com previsão de usinas comerciais na década de 2030. Com essa nova crise no petróleo atual, há um esforço significativo para a libertação do petróleo o quanto antes.
O ST40 prova: a fusão não é mais “30 anos no futuro”. É agora.

Há alguns anos atrás meu pai avistou um OVNI enquanto trabalhava no interior do país e uma das coisas que mais me chamou atenção foi ele descrever que o objeto parecia em alguns momentos estar envolto em uma luz verde. Me recordo que em alguns avistamentos há a mesma descrição e também no caso do USS Eldridge há relatos de luz verde. Vendo este vídeo e sabendo que ali há a presença de um campo eletromagnético de 3 Teslas, não posso deixar de observar que há a mesma luz verde presente em alguns momentos do vídeo. Muito interessante!!