Você já parou pra pensar no que é realmente um limite? A gente vive cercado por eles, né? Alguns são físicos, outros são aqueles que a gente mesmo inventa na cabeça. Mas e quando o limite parece intransponível, tipo tocar violão sem ter braços? Pois é, eu também achava que era algo simplesmente impossível. Até me deparar com um vídeo que virou minha perspectiva de cabeça pra baixo.
https://youtube.com/watch?v=Xdexv_dAlz
Foi um daqueles momentos aleatórios rolando o feed. Apareceu um cara, o violão no colo, e uma pergunta absurda na minha mente: como ele vai fazer? Aí, ele começou. Com os pés. Não, não foi um acorde torto ou uma melodia simples. Foi música de verdade, fluida, cheia de sentimento. Meu queixo literalmente caiu. E aí veio aquele sentimento meio constrangedor, sabe? A gente tem todos os “instrumentos” à disposição – dois braços, dez dedos – e vive reclamando que não tem tempo, que é difícil, que o dedo dói. E lá está alguém, redefinindo completamente o que significa criar música.
Isso me fez cavoucar um pouco. A relação entre música, superação e o corpo humano é antiga. O termo para tocar instrumentos com os pés é algo como “performance pedal”, e é uma habilidade raríssima. Músicos que desenvolvem essa técnica, muitas vezes por necessidade, acabam criando uma conexão neurológica incrível. O cérebro literalmente remapeia funções, atribuindo à sensibilidade e destreza dos pés a complexidade que normalmente reservamos às mãos. Não é só “fazer com os pés”, é o cérebro aprendendo uma nova linguagem corporal pra arte. Maneiro, né?
O que a gente chama de impossível?
Essa história toda vai muito além do violão. Ela cutuca a nossa zona de conforto e questiona as desculpas que a gente dá pra si mesmo. Quantas vezes você já pensou “ah, eu nunca conseguiria fazer isso” antes mesmo de tentar? Eu mesmo, sou culpadíssimo. O vídeo daquele músico foi um tapa de realidade com luva de pelica. Ele não estava numa performance cirúrgica super técnica e robótica. Tava tocando com alma. E isso é o cerne de tudo: a música vem de dentro, o instrumento é só a extensão.
Claro, a jornada dele não deve ter sido nada fácil. Imagina o treino, a paciência, a frustração que deve ter sido desenvolver cada movimento do zero, sem um manual de instruções. A gente pega um tutorial no YouTube e acha difícil. Agora pensa em criar o seu próprio método do absoluto zero. É um nível de persistência que chega a ser difícil de compreender. Isso é que é ter vontade de verdade.
Inspiração ou vergonha na cara?
Minha primeira reação, confesso, foi um mix de admiração com uma pontinha de culpa. “Poxa, tenho tudo e não faço metade”. Mas ficar nesse sentimento é um desserviço à história dele. A mensagem não é “sinta-se mal por ser capaz”. Muito pelo contrário. É um convite pra repensar o potencial que a gente ignora. É um lembrete barulhento de que a maior barreira muitas vezes mora entre as nossas duas orelhas.
Talvez você não queira tocar violão. Tudo bem. O ponto é: qual é o *seu* violão? Qual é aquela coisa que você adia, que acha que não tem o dom, que acredita ser privilégio de quem tem algum talento “natural”? O que esse exemplo mostra é que “dom” muitas vezes se chama foco, repetição e uma teimosia saudável de não aceitar um não como resposta final – mesmo quando o não vem das circunstâncias mais desafiadoras possíveis.
No fim das contas, histórias como essa são um presente. Elas nos sacodem, nos tiram da letargia e colocam nossos problemas em perspectiva. Não pra minimizar o que a gente sente, mas pra ampliar o que a gente acredita ser capaz. A próxima vez que eu pegar no violão e achar que um acorde não sai, vou me lembrar daquele vídeo. Vai ser meio que um soco no orgulho, mas também um gás danado pra continuar.
É isso aí. A música, assim como qualquer coisa que valha a pena na vida, encontra um jeito. Só precisa de alguém disposto a ser o caminho.

Determinação é algo que supera qualquer necessidade, vc não precisa de nada se vc tiver determinaçãoe força de vontade!
Sem palavras.
O cara além de tocar, ainda canta super bem.
Isso só prova que todos tem seu valor, mesmo que a sociedade julgue e aponte suas deficiências, todos somos incríveis de alguma forma.
so faltou um harmônico no final na melódica de sol que é a proposta da musica…ia ficar da hora