André René Roussimoff, eternizado como André o Gigante, foi um colosso francês que dominou o mundo do wrestling profissional e do cinema.
Nascido em 1946, ele sofria de gigantismo — uma condição que provoca crescimento descomunal —, evoluindo para acromegalia. Com 2,24 metros de altura e cerca de 236 kg, ele era literalmente maior que a vida.
Apelidado de “A Oitava Maravilha do Mundo”, André o Gigante viveu uma existência épica, cheia de façanhas que misturam heroísmo de ringue, perrengues cotidianos e doses generosas de… bem, cerveja. Neste artigo, pretendo trazer alguns fatos raros sobre sua vida de André o gigante, com fotos icônicas que vão te fazer repensar o que é “grande”.
1- A Infância bizarra de André o Gigante
Aos 12 anos, André o Gigante já pesava 109 kg e media mais de 1,80 m. Com doze anos o cara já era do meu tamanho!
O ônibus escolar? Nem pensar — ele simplesmente não cabia. Sua família, morando em um vilarejo a 64 km de Paris, não tinha grana para um carro reforçado. Quem salvou o dia? Samuel Beckett, (o Nobel de Literatura) que morava por ali e virou amigo do pai de André, Boris Roussimoff. Beckett levava o garoto para a escola em um caminhão velho.
Anos depois, André contou que as viagens eram silenciosas: só falavam de críquete. Imagina o absurdo: um gigante pré-adolescente e um gênio da literatura, dividindo o banco sobre rodas rangentes.
2- Ele tinha gingado de Sobra
Um jovem André segura uma mulher como se fosse uma boneca. Prova de que, apesar do tamanho, ele tinha estilo.
André deixou a família em Paris ainda adolescente. Aos 12 anos, já tinha cerca de 1,90 metro de altura e perto de 100 kg, algo tão anormal que o tornava um caso raro até entre gigantes. Foi descoberto por Lorde Alfred Hayes, um promotor de wrestling, que viu nele uma máquina pronta para brilhar em nível mundial e o colocou para treinar.
Enquanto isso, André trabalhava de dia como “impulsionador” (ajudante de força pesada) para pagar despesas e treinava à noite. Mesmo entre lutadores, quase ninguém conseguia resistir a ele em um treino, seja por peso, seja por tamanho.
Em 1964, o lendário Édouard Carpentier, uma super‑estrela do wrestling francês, assumiu sua formação. Foi então que André adotou o ringname Géant Ferré, homenageando uma antiga lenda do ringue francês. Nos anos seguintes, Géant Ferré lutou em arenas pela Europa, África e até na Nova Zelândia. Aos 21 anos, já era uma grande atração e uma estrela consolidada no cenário europeu do wrestling.
3- Terra de gigantes:
Seu tamanho descomunal logo o levaria ao estrelato. Aqui ao lado de Arnold Schwarzenegger (1,87 m) e Wilt Chamberlain, André faz o Conan parecer um anão.

3- O Rei da Cerveja
André o Gigante bebia o equivalente a 7 mil calorias em álcool por dia — cerca de 46 latas de Molsen Canadian (150 calorias cada). Hulk Hogan virou seu “entregador oficial” em turnês pelo Japão: André amassava as latas com uma mão e as jogava nele. Hogan saía correndo nas paradas para comprar caixas inteiras.
4- A Briga com Arnold
André sempre exigia pagar as contas em restaurantes. Quando Arnold Schwarzenegger saiu com ele certa vez, driblou isso e pagou a conta antes. Ao descobrir que não ia poder pagar a conta, André ficou furioso. Ele e Wilt Chambelain ergueram Arnold no ar e colocaram no teto do carro dele.
Lição: não mexa com os Gigantes.
5- Cercado de modelos aos 19 Anos
Em 1966, na Paris Fashion Week, um André o Gigante de 2,24 m posou para uma revista, cercado de lindas (e altas) mulheres, só de toalha.
6- Broadway Fora de Cogitação
Ele sonhava com teatro na Broadway, mas em um certo momento, desistiu: “Não quero bloquear a visão dos outros.” Mas acabou que André o Gigante, ainda brilharia em outros palcos, de uma certa forma também atuado e tirando vantagem de seu corpanzil.
7- O dia do Recorde de cervejas
Em um certo dia de calor, num hotel, André resolveu “tomar uma”. Seis horas depois, o gigante já tinha secado 119 latas de cerveja. E então, desmaiou no lobby do hotel (mostrando que seu limite era 118 cervejas). Como André o gigante, era grande demais para ser carregado até o quarto, largaram ele dormindo lá no Lobby até ele acordar.
8- Os desafios no Japão
Em 1969, Carpentier ofereceu a André um contrato para ir trabalhar na América do Norte, mas o francês já tinha firmado compromisso com a International Pro Wrestling no Japão, onde usou o nome Monster Roussimoff. Foi lá, durante a estadia, que médicos diagnosticaram sua acromegalia e revelaram que, na maioria dos casos, a doença reduz a expectativa de vida a cerca de 40 anos. André, ao saber disso, recusou‑se a se tratar, preferindo continuar vivendo no ritmo que escolhera.
Existem lugares onde ser gigante pode ser mais fácil. Um dos piores lugares para um gigante era o Japão, uma vez que o percentil de altura da população era de baixa estatura, praticamenete tudo era para pessoas pequenas, e na escala do André, ele se sentia muitas vezes andando numa maquete. O pior eram os vasos sanitários minúsculos. Solução: banheiras ou jornais. André o Gigante no Japão era um survivalista urbano.
Depois de cumprir o contrato no Japão, André embarcou para o Canadá, aos 27 anos. Logo se tornou um sucesso, mas os promotores tinham dificuldade para encontrar oponentes à altura (literalmente), e as vendas de ingressos caíram por causa da aparente superioridade fá‑cil sobre todos. Carpentier pediu ajuda a Vincent J. McMahon e ao filho Vince McMahon, que sugeriram uma estratégia: viajar por todos os territórios norte‑americanos, construindo um “mistério” em torno de André para despertar curiosidade. Foi assim que nasceu “André the Giant”, o nome que consagrou sua lenda no mercado americano.
A rivalidade com Hulk Hogan virou a história‑mãe da WWF na década de 1980. Em meados de 1987, André começou a se posicionar como a verdadeira estrela da empresa, citando seu recorde de vitórias por 15 anos. Ele desafiou Hogan pelo WWF World Heavyweight Championship na WrestleMania III, onde pesava cerca de 260 kg e já sofria com dores crônicas nos ossos.
9- Exército francês o recusa
Em 1965, convocação veio, mas quando se apresentou na junta de alistamento militar, os soldados ficaram atônitos. Nenhuma bota caberia no pé dele, muito menos os beliches e seria inviável manter um homem daquele tamnho numa trin cheira. Assim, André foi dispensado por razões óbvias.
10- Pancadaria
Esta é uma foto histórica de 1976 no Olympic Auditorium, com André, Ernie Ladd e cia. Seus golpes? Sitdown Splash e Double Underhook Suplex levavam o público ao delírio. Pareciam devastadores. Nem sempre eram, mas não era incomum que os lutaroes saíssem com ossos quebrados, torsões e hematomas bem reais.
André assinou com a WWF (atual WWE) e fez sua estreia em 26 de março de 1973, no Madison Square Garden, derrotando Buddy Wolfe. Ele se tornou uma das figuras mais amadas do público nos anos 1970 e boa parte dos 1980.
Uma lenda diz que, dentro da WWF, ele nunca foi derrotado por pinfall ou submission durante 15 anos, até seu combate‑pico na WrestleMania III (1987), contra Hulk Hogan.
Na prática, fora da WWF ele já tinha sofrido derrotas, por exemplo contra El Canek, no Japão em 1984.
11- Cuidado em ‘A Princesa Prometida’
Nas filmagens, André cobria a cabeça de Robin Wright com sua mão gigante para aquecê-la no frio. Um herói dentro e fora das telas.
12- Com The Rock Bebê

Nesta foto adorável de um Dwayne Johnson mirim ao lado do titã. Futuro vs. Lenda.
13- André o Pé grande

André o gigante protagonizou um de seus paíes mais inesquecíveis na pele de um pé grande robótico em O homem de Seis milhões de Dólares. Causou puro terror em muitas crianças.
14- Hall da fama

Após sua morte em 1993, André foi um dos primeiros lutadores a ser introduzido no Hall da Fama da WWE. Seus golpes característicos eram o Sitdown Splash e o Double Underhook Suplex.
André sofria de acromegalia e morreu em 27 de janeiro de 1993, aos 46 anos, em Paris. Faleceu de insuficiência cardíaca congestiva, causada por um tumor relacionado ao excesso de hormônio do crescimento.
15- Cinzas de peso

André morreu em 27 de janeiro de 1993, aos 46 anos, de insuficiência cardíaca, em um hotel na França. Seu corpo foi cremado, e as cinzas foram levadas para seu rancho em Ellerbe, Carolina do Norte. As suas cinzas pesaram nada menos que 8 kg — um lembrete irônico do colosso que ele foi.
O gigante foi um dos primeiros no Hall da Fama da WWE. Em suas palavras finais:
“ Tive muita sorte. Sou grato pela minha vida. Se eu morresse amanhã, sei que comi mais comida boa, bebi mais cerveja e vinhos de qualidade, tive mais amigos e vi mais do mundo do que a maioria dos homens jamais verá. ”
Entre as curiosidades sobre André:
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Foi listado no Guinness Book of World Records como o lutador mais alto do mundo em 1974, quando já faturava cerca de 400 mil dólares.
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Em 1975, foi sondado para virar jogador profissional de futebol americano na NFL, para os Washington Redskins, mas preferiu continuar no wrestling.
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Atuou em séries e filmes, como o “Pé Grande” em A Six Million Dollar Man (1970) e o deus dos sonhos Dagót em Conan, o Destruidor (1984). Sua atuação mais icônica, porém, é como Fezzik em A Princesa Prometida (1987).
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Foi o primeiro lutador a entrar no Hall da Fama da WWE, em 1993.
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Inspirou o personagem Hugo Andore, da Capcom, além de aparecer no jogo de fliperama WWF Superstars (1989) e no jogo Counter‑Strike 1.6, onde existe um spray de sua imagem.
André o Gigante não era só músculos e altura; um dos mais famosos gigantes do cinema, era uma força da natureza com coração gigante. Seu legado no wrestling e no cinema nos inspira até hoje.











