O cemitério do Everest

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O Everest ergue-se imponente acima da cadeia de montanhas do Himalaia, elevando-se a 8.850 metros. O silêncio só é cortado pelo rufar dos fortes ventos que atingem a montanha. Impávida, a enorme rocha é testemunha de incontáveis exploradores, que na tentativa de domar seus mistérios e desafios, pereceram na jornada. Eles não encontraram a glória. Alguns nem mesmo encontraram o cume. Mas todos os que ali jazem, encontraram a face fria e congelante da morte.

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Não sei se você sabe, mas o apelido local do Everest, é  “a montanha da morte”. Não por acaso, um em cada dez alpinistas que tentaram atingir o cume, morreram.

Localizado entre as placas tectônicas Indiana e Eurasiática e formado há 30 milhões de anos, o Monte Everest cresce 4 milímetros por ano. Ele foi identificado pelo procurador-geral da Coroa Britânica na Índia, Sir George Everest, em 1856. O cume, localizado na cordilheira do Himalaia, possui 60 milhões de anos.

Os nepaleses que vivem ao sul do Monte Everest o chamavam de Sagarmatha, que pode ser traduzido como “deusa do céu” ou “testa do céu”. Os tibetanos que vivem ao norte da montanha a chamam de Chomolungma ou “deusa-mãe do mundo”.

Durante muito tempo, o povo sherpa, nativo da região, teve receio de escalar a encosta da montanha porque acreditava que ela era a morada dos deuses. Com a chegada dos estrangeiros no início do século XX, porém, eles passaram a trabalhar como guias de expedição, principalmente nas realizadas no período do entre-guerras. Eles se oferecem para carregar a bagagem dos turistas. Justamente por viver em grandes altitudes, a população se adaptou ao ar rarefeito. Se um alpinista consome em média 3 litros de oxigênio engarrafado por minuto, um sherpa utiliza apenas 1 litro. Hoje, há cerca de 70 mil sherpas no Himalaia.

 

Os Sherpas sobem o himalaia todo ano. Um deles já subiu a montanha mais de 20 vezes.
Os Sherpas sobem o himalaia todo ano carregando os bagulhos dos alpinistas. Um deles já subiu a montanha mais de 20 vezes.

Por 10.000 dólares, é possível contratar dois sherpas para carregar toda a bagagem necessária para uma expedição. O turista leva apenas uma garrafinha de água, um cilindro de oxigênio e o lanche. A partir dos 8.000 metros, os sherpas não são obrigados a seguir em frente. Mas com um “bônus” de 500 dólares, eles podem acompanhar o cliente.

“Os sherpas se acostumaram a fazer tudo por dinheiro e, assim, fica mais difícil alguém ajudar outra pessoa por pura compaixão”, diz o escalador Waldemar Niclevicz. Aos sherpas recai também a tarefa de resgatar quem ficou para trás na montanha – desde que, para isso, sejam bem pagos. 

O tempo tornou os sherpas verdadeiros capitalistas selvagens. Entre seus pares locais, eles são milionários. Isso porque ganham em media 5000 dólares num mês, quando no país a renda per capita  é de 250 dólares.

Ao optar por subir o monte Everest, o alpinista sabe que está diante de uma decisão definitiva. Isso porque tem uma boa chance dele não voltar.

As subidas são muito raramente tentadas fora de uma janela muito curta entre maio e junho, quando as condições estão propensas, com uma temperatura média de -27 graus, e ventos de só 50 mph. Mas a montanha é tão alta que o topo realmente penetra na estratosfera, onde os ventos conhecido como Jet Streams podem fluir até 200 mph, trazendo temperaturas de absurdos -73 graus.

A morte pode ser causada pela falta de oxigênio, pelo frio, a insuficiência cardíaca, queimaduras, avalanches, deslizamentos, fendas traiçoeiras e ferimentos.

Cerca de 80% dos acidentes ocorrem no caminho de volta do cume. A principal causa de mortes para os que se arriscaram a subir o monte são as avalanches.
Uma simples bobagem pode levar um alpinista desavisado à morte, como o congelamento da válvula do cilindro de oxigênio. Sem contar que o caminho para chegar no cume é tão complexo que, nas palavras do alpinista Alexander Abramov:

A uma altitude de 8000 metros você não pode se dar ao luxo de moralidade. Acima de 8.000 metros você só está focado em sua própria sobrevivência, e em tais condições extremas, você não tem a força extra para ajudar alguém.

Parece-me que a mensagem é bem clara. Em uma expedição ao Everest, se um membro da equipe se ferra, ele é largado pra morrer, já que ninguém se arriscará por ele.Parece trágico ler isso no conforto de nossas cadeiras, ao nivel do mar ou um pouco acima. Mas lá em cima, impera a lei do “farinha pouca, meu pirão primeiro”.

Portanto, escalar o Everest não é para alpinistas de fim de semana ou amadores.

Em maio de 2006, uma tragédia ocorrida no Everest chocou o mundo: Um alpinista chamado David Sharpe foi deixado para morrer, por congelamento, pelos membros de sua expedição, que era de 42 pessoas. Nenhuma delas o ajudou. Alguns membros do grupo eram do canal de TV Discovery, que – olha o grau de bizarrice do bagulho – tentaram entrevistar o homem moribundo, fotografaram-no, e então largaram ele para trás, deixado para morrer sozinho na neve.
Contando assim parece até mentira. Mas quem o ajudasse, certamente ia morrer com ele. O lugar é tão inóspito que muitas vezes torna impossível salvar a vida de um companheiro.

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Todos os grupos de alpinistas que escalam o Everest passam por cadáveres insepultos, espalhados aqui e ali. São alpinistas que não tiveram sorte. Alguns deles caíram e quebraram-se ossos, outros congelaram ou simplesmente estavam fracos demais para prosseguir na jornada.

Provavelmente, todas essas pessoas que foram deixados ali, pensaram em algum momento que isso não iria acontecer com elas. Agora, são um triste lembrete de que nem tudo está nas mãos do homem.

Nas palavras do alpinista David Brashears, que escalou a montanha cinco vezes :

“Não havia nada em meu treinamento para me preparar para passar pelo cemitério aberto me esperando lá em cima. “

Não há estatísticas precisas de quantos corpos estão espalhados pelas vias de acesso à montanha. Estima-se que sejam entre 150 e 200 pessoas que partiram em viagem só de ida para escalar esta montanha traiçoeira.
A maior parte sobe em equipes de três a cinco pessoas. Cada alpinista precisa desembolsar entre 40 mil e 60 mil dólares para escalar o Everest. Parte desse dinheiro fica com os governos da China e do Nepal, que cobram pedágios de até 10 mil dólares de cada pessoa que pretende chegar ao cume mais alto do mundo. Desde 1953, mais de 2 mil pessoas já conseguiram realizar essa façanha.

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A montanha guarda histórias tenebrosas. Em 1996, um grupo de alpinistas da Universidade de Fukuoka, no Japão escalaram o Everest. Em um certo ponto da jornada, eles encontraram três alpinistas em dificuldades da Índia – Estavam magros, congelando e pediram ajuda, pois haviam passado aperto com uma tempestade em grande altitude. Eles esperavam o tempo melhorar para avançar ao próximo refúgio.
Os japoneses decidiram enfrentaram o mau tempo e seguiram adiante. Quando o grupo de alpinista japoneses descia, eles passaram pelo refugio dos indianos, para descobrir que todos eles já haviam congelado. E estão lá até agora!

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Outro famoso cadáver no Everest é o alpinista britãnico George Mallory.

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George Mallory

Num de seus mais famosos momentos, ao ser perguntado repetidamente por repórteres em Nova Iorque durante uma série de conferências por que motivo ele queria escalar o monte Everest, Mallory disse: “Porque ele está lá”.

Essa frase ficou para sempre associada ao montanhismo. E agora, Mallory também está lá! Olha ele aqui:

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Mallory morreu na descida, após chegar ao cume da montanha. Em 1924, Mallory e seu parceiro Irving começaram a subir. Eles foram vistos pela última vez com binóculos através das nuvens, apenas a 150 metros do cume. Então as nuvens se fecharam e os alpinistas desapareceram.
Eles ficaram sumidos por lá até meados de 1999, quando no auge de 8.290 m, exploradores tropeçaram no corpo de Mallory. Ele estava deitado de barriga para baixo, como se estivesse tentando abraçar a montanha, a cabeça e as mãos estão congeladas firmemente na encosta.

Seu parceiro, Irving, nunca foi encontrado. Sabe-se que não morreram juntos, pois havia uma corda ligando os dois, e ela foi cortada com a faca. Irving poderia ter visto Mallory sucumbindo e libertou-se de seu amigo, para também morrer em algum momento mais tarde, em lugar ainda desconhecido abaixo da encosta.

 

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O vento e a neve estão gradualmente limpando os corpos. As partes expostas vão sendo gradualmente roídas pelo vento. Quanto mais velho o cadáver, menos carne ele tem. Há Helicópteros que ajudam a “limpar” a montanha dos cadáveres. Mas os helicópteros só chegam a uma certa altitude. Dali pra cima, quem está morto fica lá mesmo.

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Claro que há casos em que os que morreram lá foi por própria culpa. Um bom exemplo é o caso de Francis Arsentiev.
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Ela foi a primeira alpinista a escalar o Everest sem garrafa de Oxigênio. De fato, ela chegou lá em cima sem a garrafa, mas na descida “deu ruim”. Ela estava exausta a dois dias na encosta sul do Monte Everest. Um dos membros da equipe ofereceu-lhe oxigênio, mas ela recusou, não querendo estragar o seu recorde. Aquela recusa revelou-se fatal.
O alpinista Sergey Arsentiev se perdeu dela meio do caminho, e não esperou por ela no acampamento. Ao contrário do que deveria fazer, ele foi procurar por ela, e também morreu.

Toda primavera, nas encostas do Monte Everest, no Nepal, bem como do lado tibetano surgem inúmeras barracas de alpinistas que alimentam o mesmo sonho – subir ao teto do mundo. Talvez por causa da variedade de tendas, semelhantes a barracas gigantes, o local foi apelidado de “Circo do Everest.”

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Na Primavera de 2006, onze pessoas morreram no Everest. Ao que se sabe, um deles, o britânico David Sharp foi deixado em um estado de agonia por um grupo de cerca de 40 alpinistas. Sharpe não era um homem rico e fazia a subida sem guias e nem sherpas. Ele chegou ao cume, mas na descida, teve problemas com a garrafa de oxigênio. Seu equipamento era inadequado, ele não levou um radio (economia?) e tomou decisões que lhe custaram a vida. O triste é pensar que  se tivesse dinheiro suficiente para equipe, sherpas e material de qualidade, hoje, ele ainda estaria vivo.

A equipe que passou por ele, teve que escolher entre ajudar David ou seguir e alcançar o cume. Optaram pela segunda opção.

No mesmo dia em que David da Sharp morreu, os meios de comunicação de todo o mundo louvaram Mark Inglis, um guia da Nova Zelândia, que subiu o Everest mesmo sem uma perna. Após um acidente de trabalho, ele perdeu a perna. Usando uma prótese de fibra de carbono ele atingiu o cume.

A história, vendida como uma prova da superação humana, ocultou o detalhe de deixarem David Sharp morrendo para fazer o programa de Tv. A história sinistra só veio a publico porque o site mounteverest.net pegou notícia e começou a puxar o fio.

David Sharp
David Sharp

Em 16 de maio de 2006, David Sharp subia a montanha, participando de escalada, organizada pela “Ásia Trekking”, morreu quando possivelmente, seu tanque de oxigênio congelou a válvula, a uma altitude de 8.500 metros.

Sharp não era um novato nas montanhas, ele já tinha escalado antes. Segundo o Mountainzone.com em 2002, Sharp tinha chegado ao cume vizinho do Everest,  o Cho Oyu, e então passou tentar o Everest em 2003 e 2004. Nas duas vezes, ele subiu rumo ao cume do Everest pela via nordeste, e por duas vezes ele só chegou perto do cume Na escalada em 2003, ele perdeu alguns dedos pelo congelamento.

Então aquela tinha sido sua primeira incursão de sucesso ao pico do Everest. Aos 34 anos, ele já tinha passado pelas partes mais difíceis do percurso. Na descida (onde muitos morrem) ele ficou sem oxigênio. Sharp imediatamente sentiu-se mal em uma altitude de 8500 metros no meio da cordilheira norte. Ele estava mal equipado para aquele frio, e havia tomado decisões erradas que foram fatais, como descer na noite mais fria do ano, e de escalar sem guias Sherpas (há quem suspeite que ele precisou fazer isso por economia. A economia também é o que explicaria David usar luvas abaixo das especificações necessárias para a incursão). Sharp se abrigou precariamente numa caverna.
Alguns dos homens que passaram por ele, disseram que pensavam que ele estava descansando. Alguns dos Sherpas verificaram sua condição, e perguntaram quem ele era e com quem viajava. Ele respondeu: “Meu nome é David Sharp, eu estou aqui com a” Ásia Trekking “e só quero dormir um pouco.” (sinal que já estava congelando)

A expedição passou por ele e o largaram para trás. Muitos ali sabiam qual seria o destino de David Sharp
A expedição passou por ele e o largaram para trás. Muitos ali sabiam qual seria o destino de David Sharp

Quem abriu o verbo mesmo foi o amputado, o Neozelandês Mark Inglis. Ele foi um dos poucos que admitiu que deixaram Sharp morrer.

“Pelo menos, a nossa expedição foi a única que fez alguma coisa por ele, nossos sherpas deram-lhe oxigênio. Naquele dia, passaram por ele cerca de 40 alpinistas, e ninguém fez nada “, – disse ele.

Estima-se, na verdade, que passaram muito mais, pois esse numero de pessoas passou subindo e depois descendo. Desses, somente dois sherpas tentaram realmente ajudá-lo, mas sem sucesso.

Segundo o Mountainzone.com, Sharp estava completamente sozinho, sem qualquer tipo de apoio ou até mesmo um rádio, e por isso não tinha margem de erro. Ele desmaiou enquanto ainda estava preso em uma guia  fixa usada por escaladores e leigos a apenas três metros do percurso de subida. Muitos pararam para tentar ajudá-lo ou confortá-lo, mas só depois que já tinham passado por ele em seu caminho até o cume.

Estranhamente, Sharp morreu bem ao lado de um cadáver de alpinista indiano (possivelmente Tsewang Paljor) que morreu nas exatas mesmas condições, sob uma pedra apelidada “caverna da bota verde” o nome se deu porque o morto está ainda hoje, vestindo botas verdes.

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Foi um brasileiro, chamado Vitor Negrete que descobriu que Sharp estava morto. Vitor foi um montanhista brasileiro de grande renome, sendo um dos maiores nomes do esporte no país. Dois dias depois era Vitor que morreria no Everest, vitima do congelamento e de edema pulmonar. Ele também está lá na montanha.

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Dez dias depois de David Sharp ser largado para morrer na caverna da montanha, o australiano Lincoln Hall, 50 anos, chegou ao pico e, no percurso de volta, caiu exausto. Seus companheiros de escalada continuaram a descida e deixaram três sherpas para ajudá-lo. Após nove horas, os sherpas também desistiram de Hall e o abandonaram na neve. No dia seguinte, três montanhistas o encontraram parcialmente sem roupa e sem gorro. “Vocês devem estar surpresos de me ver aqui”, disse o australiano.

Quem eles chamaram para socorrer o milagroso sobrevivente? Os sherpas, claro. Por rádio, os alpinistas pediram ajuda ao acampamento, de onde foi enviada uma equipe de carregadores para fazer o resgate.

A maioria das histórias de abandono aconteceram na zona da morte, acima de 8.000 metros de altitude. A partir daí, há um sério risco de o alpinista sofrer desidratação, edema cerebral ou pulmonar e alucinações. A única maneira de se salvar é descer a pé, já que a atmosfera rala praticamente impede o resgate de helicóptero.

Hannelore Schmatz é um morto bem típico no Everest. Em 02 de outubro de 1979, depois de uma subida bem sucedida, e por razões pouco claras, ela morreu de exaustão a apenas 100 metros de alcançar o abrigo do Acampamento IV. Durante anos, qualquer alpinista que tentasse a rota do sul podia ver seu corpo, sentado, encostado na mochila, e com os olhos abertos e cabelo castanho soprando no vento.

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Apesar de ser tão exposta e tão visível ao longo de uma rota de escalada bem conhecida, as operações de resgate eram praticamente suicidas na “zona da morte”. Um inspetor de polícia nepalesa e um Sherpa tentaram recuperar o corpo de Hannelore, em 1984. O resultado foi trágico. Ambos caíram para a morte. Foi graças aos ventos fortíssimos que empurrou seus corpos ao longo da borda, jogando-os no precipício.

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Uma área que sobe ao longo da rota nordeste para o cume ganhou o apelido de “Rainbow Valley”, simplesmente porque as jaquetas multicoloridas dos numerosos cadáveres espalhados na encosta lembra um arco-íris. Mesmo em condições extremas de altitudes letais, os cadáveres podem permanecer por décadas, alguns parecendo congelados no tempo e com os equipamento de escalada intactos.

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Apesar da neve e do gelo, o Everest é tão seco como um deserto, e o sol e o vento rapidamente mumificam os corpos.

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Muitos dos que escapam da morte, não escapam das consequências desse frio polar lá em cima. Toda a pele exposta nas altas altitudes, mesmo com a melhor das condições, estão são propensas necrose. A necrose do frio começa quando os vasos sanguíneos se contraem para preservar a temperatura. Ao longo do tempo, se as áreas expostas da pele não são aquecidas, a falta de fluxo sanguíneo provoca a morte dos tecidos e, mesmo se reaquecido depois, ocorre a gangrena. Nesta fase, as amputações são comuns.

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Ao contrário da crença popular, a maioria das pessoas morre no Monte Everest, durante condições de bom tempo. Não quando a montanha está coberta de nuvens.
É que o céu sem nuvens inspira qualquer pessoa, independentemente de seu equipamento técnico e capacidade física a continuar, sem avaliar os riscos. É aí que se escondem os colapsos e inchaço típicos da altitude.

Mesmo com todos os riscos, a cada ano milhares de alpinistas de diversos países tentam a subida. O monte Everest recebe anualmente 60 mil turistas que visitam sua base e 1.300 alpinistas que arriscam a escalada.

Essa montanha de exploradores deixa para trás montanhas de lixo.

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A cada ano, uma expedição ecológica sobe a montanha para recolher a sujeira. Desde 2008 até hoje, Eco Everest Expedition, como é chamada, coletou mais de 12 mil quilos de lixo de equipamentos das expedições anteriores e mais de 300 quilos de lixo humano, além de 4 cadáveres.

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Claro que em meio aos casos de morte, estão muitos relatos de impressionantes vitórias contra todas as expectativas, como no caso do brasileiro Waldemar Niclevicz, o primeiro brasileiro a alcançar o cume do Himalaia.

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Sua aventura começou em 1991. Naquele ano, o alpinista recebeu um convite para subir o Everest em uma expedição organizada por franceses. O grupo não resistiu ao rigoroso outono da montanha e desistiu da escalada a umas poucas centenas de metros do cume. Quatro anos depois, Nieclevicz resolveu tentar novamente. Desta vez, teve que iniciar a subida pelo Tibete, já que uma série de restrições governamentais o impediam de seguir pelo Nepal. O aventureiro enfrentou ventos de até 160 km/h e temperaturas de cerca de 13 graus negativos. Chegou ao local às 11h22 do dia 14 de maio de 2005. Junto com ele estava o carioca Mozart Catão. A dupla ficou no topo do Everest durante 3 horas.

Há quem pense que  os alpinistas são loucos de arriscar suas vidas apenas para subir a montanha e olhar lá de cima. Isso não deve ser verdade, pelo menos não no caso de Erik Weihenmayer, que  foi o primeiro cego a chegar ao cume do Everest. Já o mais velho a chegar lá foi Lev Sarkisov, em 1999, quando tinha 60 anos de idade Yushiro Miura, de 80 anos, que bateu o recorde em 2013.

Embora muitos consigam, há aqueles que ficam pelo caminho. Mas a montanha nos traz ensinamentos valiosos. Nem todos sofrem da “febre do cume”. O casal brasileiro Paulo e Helena Coelho, em 1999, desistiram de chegar ao cume para salvar a vida do alpinista português João Garcia. Paulo e Helena já desistiram, do cume para ajudar pessoas morrendo lá duas vezes!

A cada ano mais alta, impávida e castigada pelos fortes ventos, a montanha continua a tragar vidas dos corajosos aventureiros que se arriscam a desvendar seus mistérios.

 

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315 Comentários

  1. Marlon Lima

    Muito boa a matéria. Não tinha nem ideia que esse tipo de coisa acontecia. Parabéns !!!

  2. felber

    Parabens pelo reportagem. Eu ja tinha algumas reportagens, mas a sua foi a melhor que eu vi. A proposito eu sou escalador de alta montanha e o Everest esta nos meus planos. Um abraco

    1. Philipe

      Valeu Felber. Eu admiro muito a coragem dos que sobem naquilo lá. Espero que vc seja vencedor!

      1. Furanus Alheius

        vencedor, mas não um dos filhos da mãe em busca do cume e que abandonariam a própria mãe no caminho pra tal feito…

  3. Claudia

    Ótima postagem! Descobri seu site a alguns dias, e essa foi uma das melhores postagens na minha opinião, parabéns!

    1. Philipe

      Valeu Claudia.

  4. Barney

    Parabéns pelo site, muito boa a matéria!! Primeira vez por aqui de várias!!! Abs.

    1. Philipe

      Obrigado Barney! Tem muita coisa interessante aí pra dentro. Já são mais de 4000 posts e só tá aumentando!

  5. Viviane

    Impressionante essa matéria, fiquei realmente admirada com a coragem dos que desafiam o Everest.

  6. Victor

    Cara, se não me engano, Waldemar Niclevicz escalou o Everest pela primeira vez em 95. Em 2005 ele refez para comemorar os 10 anos da conquista.
    Fora isso, muito bom texto.

  7. Carla Nogueira

    Já sabia do lixo que os alpinistas deixavam em sua trajetória ao pico (principalmente cilindros de oxigênio vazios). Mas realmente não sabia do depósito de mortos pela montanha. Sempre pensei que os corpos eram resgatados depois em condições melhores e que ficavam apenas os corpos de acesso limitado. Realmente fazer o cume passando pelos corpos ou pelo cemitério multicolorido deve ser triste. Achei muito humana a decisão do casal brasileiro Paulo e Helena Coelho em deixar para trás seu objetivo e ajudar um companheiro. Decisão que talvez os tenha feito descobrir o por quê deveriam estar lá naquele dia, naquela hora! Não sei se o post é sentimentalista (como alguns comentários parecem sugerir) ou não! Só sei que os corpos existem e estão lá, agora! e isso é fato! Belo post, obrigada por compartilhar! …porque nem só de vitórias e glórias vivem os montanhistas…

  8. luciano

    fenomenal essa materia, parabens.

    1. Philipe

      Fico feliz que tenha gostado. Valeu.

  9. Julio Cesar

    Muito interessante e também muito triste saber que vários alpinistas preferem chegar ao topo mesmo que isso sacrifique a vida de alguém que eles poderiam ter salvo.
    Parabéns ao casal Paulo e Helena Coelho.

    1. Philipe

      É que em muitos casos, o alpinista que está em estado grave não tem como ser salvo. Se o cara quebrar algum osso, se cair de fenda, dependendo do que rolar não tem jeito mesmo, ele torna-se não só uma garantia de que vai morrer, como ajudar o cara pode acarretar na morte dos que o ajudarem. Não creio que haja regras nesse aspecto. Mas também não podemos negar que acontece sim essa loucura do cara querer o cume acima de tudo, e inclusive isso ganhou o nome de “febre do pico”. Possivelmente é uma condição causada em parte pela anoxia, a falta de oxigenação adequada no cérebro. A anoxia, em pequeno grau faz com que a pessoa haja como um bêbado, atrapalhando gravemente seu juízo.

  10. yuka

    Penso em um dia subir lá…enquanto isso vou juntando grana e coragem rsrsrsr…gostei muito do seu post e de todo o restante do site…é seu???philipe?? se eu conseguir a grana…mais ainda faltar a coragem…me arrisco na passarela da morte na china rsrsr vlw!!!!

    1. Philipe

      Sim, Yuka. Sou sempre eu que escrevo aqui. Pro Everest eu não tenho culhão, mas aquela passarela na China tenho uma vontade enorme de ir.

  11. mara

    Parabéns pelo seu texto! Muito bacana também a sua humildade em alterá-lo conforme as pessoas fornecem mais conteúdo.
    Estou no aconchego do meu lar devidamente aquecida refletindo se a determinação em atingir o cume é mais importante do que salvar a vida de alguém e fico feliz em saber que é do nosso país o casal de alpinistas Paulo e Helena Coelho que, em 1999, desistiram de chegar ao cume para salvar a vida do português João Garcia.
    De qualquer maneira admiro a coragem de todos em arriscar a vida e se superar enfrentando situações tão adversas.

  12. Marcelo Nolasco

    Obrigado pelas informações. Foi uma leitura interessante, instrutiva e agradável.

  13. Andressa

    Parabéns, excelente matéria, texto muito bem escrito!!!! Abraços!

  14. Morikio

    Parabéns pelo post. Excelente matéria.

  15. Roberto

    Parabéns pela matéria. É a segunda sua que leio (a outra foi da rádio), eadorei novamente. Parabéns e continue com o ótimo trabalho! Abs

  16. elena

    MATéria bem interessante. Mas penso que a energia projetada desses caras, de superação individual, é egoista e narcisista, bem a nossa moda. Alpinismo é para profissionais. Parece que todos querem ser heróis para si mesmo e postar no facebook e aparecer em jornais. Sobra o lixo e os corpos abandonados desses desgraçados absolutamente esquecidos e banalizados, o horror.

  17. leon

    Se fosse fácil não tinha graça ;)

  18. Daniel

    Putz realmente impressionante…o cara chega no topo de uma montanha a 9000 metros de altitude…arrisca a propria vida e a seguranca de sua familia…chega no cume e diz: agora vamos descer!! haaa tenha do vai fazer alguma coisa mais util pra sociedade. Na boa -> nao me venha falar de superar limites.EU acho uma grande M e pra que vai tentar . Boa Sorte. Vai la chega no topo e desce, que eu vou estar la em Punta Cana tomando uma pina colada e vendo seu cadaver de picole em alguma reportagem da discovery que passa as 2 da manha e ninguem ve. Triste mesmo para as familias que nao podem sequer velar e enterrar seus entes queridos…infelizmente tem esses trezes que nao dao valor a propria vida e a de sua famila. Respeito posicoes contrarias mas tenho a minha conviccao.

    1. Alex

      vc provavelmente eh mais um daqueles idiotas que vai morrer de cirrose ou de ataque cardíaco em frente à tv comendo frango frito do KFC, pq eh covarde demais para tentar realizar algum feito.

      1. Philipe

        Por favor, evitem as ofensas pessoais aqui nos comentarios. Além de não acrescentar nada ao assunto do post, pega mal pra todo mundo, até pra mim.

        1. Eduardo

          Bravo!!!!!

          excelente relato, tive durante a leitura total impressão de que você já esteve por lá!!!!! e observei em um post anterior que não!!!

          Precisamos de “Blogueiros” entusiastas como você parabéns…….

          1. Philipe Kling David

            Fico feliz que tenha gostado, Edu. Um abraço.

  19. Gui Vasconcelos

    Acho engraçado, os caras q criticaram o post não darem retorno após sua EDUCADÍSSIMA resposta “tapa de luva”!!! Nem pra deixarem um: “Caramba Philipe… realmente me precipitei no julgamento e no calor das emoções.”
    É uma pena nem todos serem tão educados e tão humildes como vc, ao menos, demonstra ter!
    Parabéns!

    Vc parece ser BASTANTE instruído e educado! Passei a admirar o cara maneiro q vc se apresenta! Além de ter um conteúdo textual imensamente rico!
    Matéria FANTÁSTICA, cara! Fantástica!

    1. Philipe

      Valeu Gui. Eu não me vejo como um cara tão educado assim. Eu erro muito, e de tanto errar e consertar com base no que os leitores comentam, virou uma coisa normal pra mim. Com um blog com mais de 27.000 comentários e mais de 4000 artigos, é impossível não errar pra dedéu. Seria estupidez desperdiçar colaboração dos leitores, que em muitos casos são especialistas nas áreas que apontam os erros.

  20. Armando Henrique Dantas Seixas

    Independentemente do egocentrismo desses alpinistas, eu achei esse material muito interessante e rico em informação, o responsável está de parabéns pelo post.

    1. Philipe

      Valeu Armando.

  21. edu.durao

    O ser humano e suas demências.

  22. Pedro C

    Bom texto, mas de onde você tirou que o apelido local do Everest é ”a montanha da morte”? Cite a fonte, por favor. Eu procurei isso e não achei referência em lugar algum.

    1. Philipe

      Quem me disse que o apelido era esse foi o Alexandre, um amigo meu que é escalador. Ele disse que o apelido do K2 é “montanha selvagem” tb. Mas confesso que entubei de cara o que ele disse e nem fui verificar se é isso mesmo.

  23. JOmaley

    Sobre a história do David Sharp há muita discrepância entre as informações relatadas (não era sua 1 vez no Everest e sim a 3, ele tinha recusrsos financeiros para subir com uma equipe, mas preferia subir de maneira independente e sem auxílio de Sherpas nos ataques finais ao cume; ele não caiu de lugar algum e sim, tomado pela exaustão parou para descansar sob a pedra e não levantou mais; um dos sherpas mais experientes do Everest tentou dar oxigênio e retira-lo de lá, tanto na subida como na descida, mas ele já estava exausto demais para reagir) aqui e aquelas colhidas de depoimentos de vários alpinistas que presenciaram o acidente…

    1. Philipe

      Tem razão, mas era a primeira vez que ele chegava ao cume. Vou reescrever.

  24. rosimeri

    que post sensacional, parabensss por nos deixar apar de tudo isso, são fatos históricos

    1. Philipe

      Brigadão aí Rosimeri

  25. Angela Menezes

    Adorei o post, comecei a ler e não consegui mais parar, queria continuar cada vez mais.
    Achei muito interessante saber de tudo que acontece com pessoas em busca de um sonho de uma superação que muitas vezes são interrompidas de diversas formas.
    Fiquei triste por muitas vidas ali, mas faz parte elas escolheram arriscar.
    ÓTIMO POST.

  26. ricardo

    Reportagem fantástica, um bem acha aos heróis .
    Um report fantástico, sem duvida, um rest in peace aos herois .

    1. Philipe

      Obrigado Ricardo

  27. sisi

    eu nunca me interessei pela historia do monte everest, mas vendo seu post, fiquei chocada com esta realidade tao triste, e como sou leiga no assunto, fiquei me perguntando, pq as autoridades locais nao formam uma equipe de resgate preparada, e bem equipada, p resgatar estes corpos e entregar p seus familiares, pra que possam fazer um enterro decente

    1. Philipe

      Eles tentam, mas muitos dos corpos estão em áreas onde a tentativa de resgate pode significar mais mortes, vide o caso do delegado e do Sherpa que tentaram resgatar um corpo de uma alpinista e os dois rolaram para a morte.

  28. marlon

    Nossa sinceramente o melhor post que eu vi ate hoje sobre o everest são detalhes espetaculares parabéns.

  29. ricardo

    Um pequeno lugar neste universo, que demonstra a plena “insignificância” de um ser que se julga omnipotente!

    1. Philipe

      Nos faz pensar, né? Muito boa sua observação. Nos incomoda confrontar a falibilidade humana diante do cosmos.

  30. Guilherme Lacerda Furst

    Cara, primeira leitura no seu blog e fiquei impressionado! Parabéns e continue divulgando essas matérias.

    1. Philipe

      Valeu mesmo, Guilherme. Tem muita coisa doida aqui pra dentro. São mais de 4000 posts!

  31. Michael Colla

    Cara, eu geralmente não sou de postar em artigos que acho interessantes e leio, mas este está realmente sensacional! Parabéns!

    1. Philipe

      Valeu Michael!

  32. jessica

    Muito show hein, adorei seu texto, e fiquei estupefada com o que li, mas ainda os acho corajosos pacas o/

  33. roberto

    sensacional! não sabia de tanta coisa incrível por trás das histórias de alpinismo. herois existem! alpinismo é assunto que me não envolve, mas parabéns pelo post. magnífico!

  34. Marcelo

    Cerumano é o bicho mais inteligente que tem. Taí a prova.

  35. Fellipe Guerra

    Texto maravilhoso, parabéns pelo site.

    1. Philipe

      Valeu Fellipe

  36. Sodré

    Muito bom Philipe. Estas informações vão fazer as pessoas pensarem bem antes de se aventurar. Gostei dsobretudo dos destaques que deu a expedição que deixou o David morrer em troca do sucesso, contrastado ao fim com “o casal brasileiro Paulo e Helena Coelho, que em 1999, desistiram de chegar ao cume para salvar a vida do alpinista português João Garcia”. De toda a busca por sucesso, certamente atitudes assim brilham muito mais.

  37. Emilene F. Duque

    Olá, adorei a matéria, foi emoção do começo ao fim da leitura.
    Parabéns…..

  38. Yuri Vieira

    Quando escalei o vulcão Cotopaxi, no Equador, conheci no refúgio um austríaco que nos pés só tinha os dedões. Havia perdido os demais dedos por congelamento. Seus pés, com as meias, pareciam duas setas. É por essas e outras que — após três montanhas com mais de 5000 metros (duas delas vulcões ativos) e outras três com mais de 4000 metros — que eu digo: “Ok, vá escalar alta-montanha — mas não me chame!” :-)

    1. Philipe

      Cara imagino que perder todos os quatro dedos do pé em cada pé deve foder muito o equilíbrio do cara, né? Com o tempo o cérebro deve rearranjar o equilibrio dele, mas deve ter sido foda. Ele falou algo nesse sentido?

      1. Yuri Vieira

        Sim, fiz uma pergunta justamente sobre esse ponto, e ele, de pé, e inclinando-se para frente, me disse que o dedão é que faz a diferença. Claro, ele também disse que já não praticava mais escalada em rocha (que exige mais dos pés), mas que as escaladas que dependem basicamente de fôlego, autocontrole e de uma caminhada ascendente até o cume continuavam entre suas atividades prediletas. Eu também continuo adepto do trekking, mas não vejo mais sentido em arriscar a vida apenas para atingir o cume de uma montanha. No entanto, minha experiência enquanto montanhista me marcou profundamente e permanece como uma espécie de mito pessoal — quase tudo que decido realizar nesta vida acaba sendo comparado a uma escalada.

  39. Soraya

    DUILIO, vc critica O Philipe como se fosse um grande conhecedor do assunto e como já tivesse escalado o Everest muitas vezes. Eu não sou conhecedora do assunto, mas sei perceber quem tbm não o é. Saiba vc que errou ao escrever isso : “Faltou dizer que é impossível descer uma pessoa em dificuldades, mesmo com 40 pessoas!” pois já foi salva sim, uma pessoa tida como morta, abandonada pelos Sherpas e até foi comunicado a esposa da morte do marido, mas ele foi encontrado VIVO e levado para o acampamento onde estavam seus amigos e não foram necessários 40 PESSOAS , apenas 2 ou 3 Sherpas. Leia mais e assista mais Duilio antes de fazer criticas, ou melhor, suba o Everest e retorne ( se conseguir ) para nos contar sua aventura.

  40. Paula

    Ótimo texto, mas como disseram acima, nao sei exatamente o que senti ao ler.
    Particularmente, nao acho válido esse “risco” para satisfazer o ego com uma conquista. Imensa conquista, mas apenas isso. O praticante do esporte tem lá suas visões, mas eu acredito que o valor da nossa vida esta muito mais além de uma satisfacao. Tenho pai, mae, filha, amigos e familiares que me amam, e detestaria ve-los chorando por ter me perdido, porque eu quis realizar algo do genero. Ainda que rolasse o texto: “Ela morreu fazendo o que mais amava. Bullshit. Todo mundo ia sofrer pra caramba. Egocentrismo demais pro meu gosto.
    Sem duvida voce volta de lá outra pessoa (se voltar), com mil liçoes que vai carregar pra vida. Eu acredito poder receber liçoes e ter crescimento pessoal, ascensao espiritual de outras diversas formas.
    Mas de fato, adorei o texto! Parabens!

  41. Augusto

    A muito tempo eu não lia uma matéria que me chamasse tanto a atenção…. Quando paramos para ler parece que todo barulho a nossa volta se silencia e entramos pela tela do computador…. Fiquei vendo as imagens e depois de analisar um certo tempo voltava a ler, mas depois retornava as fotos! Muito bom o post! Vale muito a pena dedicar alguns minutos para ler isso! Meus parabéns…

    1. Philipe

      Valeu Augusto. Fico feliz que tenha gostado.

  42. Rodrigo Teles

    Show Philipe, muito bom mesmo.

  43. Marcelo

    Niclevicz foi o primeiro, junto com o Mozart Catão. Impressionante como o Catão é colocado em segundo plano… Quem não conhece o Valdemar, que o compre…

    1. Rodrigo

      Hahah boa. O nogocio estava indo bem ate entrar o 171 Waldemar” vergonha alheia.

    2. Rodrigo

      Waldemar” é vergonha alheia.
      Logo ele surge com outro circo para agradar o O Buticario.

  44. Patricio

    Mucha gente nos critica cuando practicamos algún tipo de deporte que conlleva algunos riesgos, para ellos es innecesario. pero para nosotros es casi indescriptible la sensación de alegría, libertad y un sin numero de emociones que solo disfrutamos quienes los practicamos. todo deporte es riesgoso algunos mas que otros. comparto el dolor de los familiares es triste y lamentable, pero cada uno toma sus propias decisiones.

  45. Jacques

    O unico erro ao meu ver na matéria é que o Mozart chegou priemiro no Cume .. e infelizmente ele não está mais aqui para dizer isto . Esta tambem congelado , em outra montanha mais perto de nós !!!

  46. fabio

    Philipe, sou um fã do Everest e ja li uma dezena de livros sobreo tema. Seu texto é ums sintese impressionante de tudo que já li. Parabens ! E se vc nao for alpinista, parabens duas vezes, vc captou a alma do negocio. Como sou triatleta, espero que seu proximo texto seja sobre ironman.

  47. Denise

    Parabéns! Achei muito boa a leitura. Rica em detalhes e informações. Quanto as críticas que foram feitas, por outros leitores, passe numa peneira e aproveite somente o que vier a acrescentar e enriquecer seus posts. Continue nos brindando com boas histórias. Obrigada. Denise.

    1. Philipe

      Valeu Denise!

  48. Sérgio

    Não creio que haja algo realmente edificante (do ponto de vista moral) nessa jornada ao Everest. Por via indireta, embora não seja esse o objetivo dos caras, pelo menos movimenta a economia de um local bem pobre. A escalada parece algo puramente egoísta. Mas não critico os alpinistas por isso. De modo algum. Afinal, reduzir o ser humano a mera função de maximização de benefício social (como alguns comentários aqui deram a entender: “qual a utilidade disso?”) é, em última análise, desumanizá-lo completamente.

    Parabéns pelo post e pelo site. Realmente fascinantes.

    1. Philipe

      Sérgio, eu vejo uma conquista como a do Everest como a mola propulsora que nos levou a explorar a Lua, a descer nas fossas abissais do fundo do mar. É quando a natureza diz que o homem não pode ir lá que desencadeia a necessidade de vencer isso. É a superação, o ser humano lutando contra ele mesmo, num ambiente hostil.
      Isso pode parecer sem sentido, pode não ser o que ambicionamos como maioria, mas não podemos negar que há um importante componente espiritual-interior em empreender uma jornada obstinada rumo a um objetivo. Isso é o que parece mover exploradores diversos, recordistas, navegadores solitários, andarilhos… Acho que é parte da complexa e obscura mente humana.

    2. Aline Carneiro

      Esse post mexeu muito comigo, e me levou a ler bastante sobre o Everest, sobre a primeira escalada , feita por Edmund Hillary e Tenzing Norgay e todos os mitos que cercam o monte, e posso dizer que realmente acho que o fato de se escalar o topo mais alto do mundo teve um grande impacto sobre a humanidade, sim. Descobri posteriormente que o Everest não é considerada a escalada mais difícil do mundo: o K2, no Paquistão, é o segundo mais alto do mundo e é considerado muito mais difícil de escalar que o Everest, tanto que foi conquistado alguns anos depois, mas o Everest é muito mais mítico, tanto que até hoje é muito mais procurado por montanhistas que o K2.
      É o valor simbólico de escalar o topo supremo, muito mais que a dificuldade do desafio que atrai tanta gente. O próprio Hillary dizia que o Everest não foi sua maio realização, mas sim a construção de 25 escolas para as crianças pobres na região do Nepal. Eu particularmente gostaria de ver o Everest pessoalmente, mas beeem de longe.
      E Philipe, você chegou a ler sobre a Karina Oliani, a mais jovem mulher brasileira a escalar o Everest? Ela conseguiu isso esse ano, no dia 18 de maio, creio. Ela disse que não viu nenhum corpo no caminho, mas ajudou a salvar uma pessoa: http://gooutside.uol.com.br/2193

      1. Philipe

        Não tinha visto não, Aline. Valeu pela dica.

  49. Luiz Gustavo Miotto

    Matéria rica e narrativa envolvente! Curti pra caramba.

    1. Philipe

      Fico feliz que tenha gostado, cara!

  50. Valdir Nogueira da Silva

    Post Ótimo! Eu não sabia disso! Parabéns! Só me fez pensar nos familiares vendo esse post e saber que entre tantos mortos deve estar alguém da sua família! Muito triste ver isso!

  51. Jorge Duarte

    Como Português agradeço a Paulo e Helena por terem salvado o João Garcia em detrimento do seu sonho… a vida e o amor ao próximo são o cume mais importante na escalada da vida!

  52. Cristina

    Philipe, gostei muito do seu texto,
    O conteúdo é chocante, e aflora sentimentos contraditórios.
    Também li os comentários e apesar de leigo, creio que opinião deve e pode ser expressada sempre que possível, principalmente após um trabalho de pesquisa.
    Sua visão sobre este assunto é muito interessante, fiz poucas e pequenas escaladas, completamente fora do contexto do Himalaia, óbvio, mas sei que é preciso muito pré disposição para enfrentar riscos desconhecidos, mesmo com um bom planejamento.
    Parabéns pela linguagem simples e cativante, vou passar a acompanhar seu blog.

    1. Philipe

      Fico muito feliz que goste, Cristina! Tem muita coisa interessante aí pra dentro!

  53. Valeria F

    Frio. Frio na barriga foi o que senti lendo esse post. Incrível e vc também é incrível pois conseguiu reunir tanta informação…. vou sempre passar por aqui. abraço

    1. Philipe

      Valeu! Volte sempre!

  54. jana

    eu axei assustador mas tem gente que pensa que essas coisas nao de verdade ou desafia a natureza e desafian DEUS \mais axei impressionante muito bom eu mesmo nao teria coragen mas pra estas pessoas que estiveram la e desafiaram a propria vida pra mim sao guerreiros e vencedores

    1. Ateu

      Quantos errinhos de portugues hein sua crente burra.

      1. PAULO CÉZAR DA PAZ

        “axei” é um tipo de “música” parente do “axé”?

  55. elaine

    OS VERDADEIROS HEROIS DO EVEREST, SAO OS CARAS QUE CARREGAM AS TRALHAS DOS ALPINISTAS NAS COSTAS… VAO E VOLTAM..

  56. Rafael Ribeiro

    Excelente matéria. Parabéns pela qualidade e pelo grau de interesse que despertou!

    1. Philipe

      Valeu Rafa. Eu confesso que fiquei ate surpreso com isso.

  57. paula campos

    muito bom esse documentário, só não entendo quando paro para analisar o comportamento do ser humano em ultrapassar o limite da sua existência.vale a pena esse trofeu??

  58. Marcus

    Esse blog é Top de Linha! Parabéns, esse ?ost foi fantástico!

    1. Philipe

      VAleu Marcus!

  59. Lálika

    Já tinha lido sobre o Everest no livro do Jon Krakauer. Esse livro, aliás, Jon conta a história do Beck Weathers, o cara com a cara necrosada aí de cima. O nome do livro é No Ar Rarefeito e vale a leitura. Parabéns pelo post.

  60. RODRIGO

    GRAN CRÓNICA, REALMENTE ASOMBROSA.
    FELICIDADES PHILLIPE

    1. Philipe

      Valeu Rodrigo!

  61. silvio baldi

    Excelente, Philipe. Com relação a Waldemar Nik….(sei la), tu sabes se ele tira proveito financeiro de sua escalada? Tipo com palestras ou exposições?? Detalhe falado por Jacques: não foi o Mozar quem chegou primeiro? Isso tanto faz…mas a pergunta cabe. O Mozar está na Argentina, não?? Abraço..

  62. Baldessaria

    Eu nunca tive um interesse genuíno em alpinismo, apesar de com frequência fazer trilhas com meu pai nas montanhas ao redor do sítio dele… só que ler esse post me causou uma curiosidade e vontade grandes em me aprofundar no tema. Logo, não é tão difícil assim entender porque essas pessoas se arriscam tanto no alpinismo, seja no Everest ou algum outro lugar. É fascinante em diversos aspectos, até pra leigos.

    Parabéns pela pesquisa, ficou muito boa.

  63. beto

    muito bom, e de texto como o seu que precisamos na net, criticas com educação e base são construtivas , o resto e grosseria, Parabéns, Philipe

  64. daniela marques

    Que doidera! , eu nem fazia ideia desse cemitério!

  65. Maria Eduarda

    FASCINANTE, SIMPLESMENTE FASCINANTE. PARABÉNS!!

    1. Philipe

      Valeu Maria Eduarda

  66. Italo Magno Jau

    Excelente matéria.

    Acho que serviu um pouco para tirar o romantismo sobre a escalada do Everest. A maioria das pessoas não deve sequer imaginar que para uma expedição dessas, é necessário um investimento financeiro absurdo, sem contar uma preparação de vários anos dedicada para tal façanha, sem contar que nada disso garante o sucesso da empreitada. Eu tenho muita vontade de me iniciar no alpinismo e esse texto foi um choque de realidade muito bacana. A minha única sugestão é que você sempre coloque legendas nas fotos, para que não haja nenhuma confusão em identificá-las. Mais uma vez, parabéns.

    1. Philipe

      Boa ideia. Valeu!

  67. Larissa Siqueira

    Parabéns! Excelente texto! Continua assim, fascinante! ME motivou a ler o livro “No ar rarefeito”! Obrigada! Parabéns!

    1. Philipe

      Valeu Larissa. Fico feliz que tenha gostado.

  68. gazelle

    Merci pour votre repotage POIGNANT ,très instrucitf,de haute qualité .
    Merci.

  69. leandro

    O post foi maravilhoso parabens.

    Mas paga por um valor tão alto para ir pro inferno e saber que, mesmo eu estando com 40 pessoas ou mais vou está SOZINHO mesmo assim ? ninguém vai me ajudar a não ser que eu ofereça dinheiro ? faço a mesma pergunta para quer escala o Everest ou melhor eu não entendo ALPINISMO a resposta mas complexa para quem não tem o que fala é ” POR QUE ELA ESTÁ LÁ ” o ser humano é realmente estupido de todas as formas possíveis escala o EVEREST ou melhor pagar para ir ao inferno está entre elas.

  70. Tálita

    A primeira matéria que li aqui foi a da rádio muito doida de números, depois fui vendo mais posts e adorei o blog!
    Parabéns Philipe tu manda bem nos textos.
    Fiquei chocada em saber que rola um cemitério lá na montanha. Já tinha visto algumas matérias que mostravam expedições ao Everest, mas né, fica chato mostrar defunto na TV.

  71. Fernando Rui

    Excelente post Philipe,

    Fiquei vidrado com as informações que tu apresentou. Muito bom mesmo!

    Gostei também da tua atitude com aqueles que criticaram. Muitas vezes eu prefiro textos de leigos mas que apresentam sentimentos e emoção, do que especialista com termos técnicos e frios.

    Você escreve muito bem, Parabéns!

    Grande Abraço,

    1. Philipe

      Hahaha valeu Fernando. Teve gente que ficou com raiva de eu ter usado gírias, como “bagulho” ao me referir ao equipamento do alpinista, hehehe. É gente que não conhece este blog e meu jeito esculachado de escrever sobre os bagulhos do mundo.

  72. Milena

    Como você pode ser referir ao equipamento de sobrevivência dos alpinistas como bagulho?! E pior ainda, se referir á história da trágica morte do Sharpe como: “sente a bizarrice do bagulho”… Cara, mais respeito! O texto é bem interessante com uma bela coleção de histórias e imagens (apesar de não dar crédito nenhum para a origem das imagens nem informações), mas tenha um mínimo de profissionalismo e respeito. Vai falar de bagulho com os mano, véio!

    1. Philipe

      Milena ficou com raiva dos bagulho. MAs segundo o dicionario:

      s.m. Semente de certos frutos, como a uva e a pêra, contida no bago.
      Bras. Gír. Coisa clandestina, produto de furto ou roubo.
      Objeto sem valor.

      Bagulho (gíria)
      2.Alguma coisa ruim e que não funciona direito.

      Dado que o equipamento do Sharp não funcionou direito, eu creio que o termo estava até apropriado, hahaha.

  73. Eduardo Marques

    Parabéns, PERFEITO DEMAIS isso, sabia de algumas histórias e lí sobre o assunto, mas esse superou todos pela objetividade e simplicidade em explicar os fatos, até eu que sou leigo no assunto fiquei super envolvido com documentário.

    Parabéns mais uma vez!

    1. Philipe

      Brigadão aí Edu!

  74. Adyson

    Olá, amigo.

    Excelente artigo!

    A leitura junto com a coleção de imagens passou muita emoção, fazendo com que o leitor reflita sobre a “Glória da Superação” e a “Compaixão”. Após a leitura, fiquei instigado a pesquisar mais sobre o assunto, que de fato é muito empolgante.

    Um Abraço.

    1. Philipe

      Valeu mesmo, Adyson

  75. Sonia Alves

    Obrigada pela partilha desta reportagem! PARABENS ao casal de brasileiros que parou para socorrer o alpinista portugues e que mais tarde socorreu uma outra pessoa. Foi a historia mais bonita e tb a mais rara

  76. Horus

    O Português João Garcia, é o décimo alpinista do mundo a ascender às 14 montanhas com mais de 8000 metros existentes no planeta, todas sem recurso a oxigénio artificial e sem carregadores de altitude.
    A ascensão que lhe trouxe mais fama foi a escalada ao Monte Everest. Excelente Alpinista, e excelente pessoa.

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Garcia

  77. Rui Melo

    O João Garcia foi o 1º português a escalar o Everest, tornando-se a referência máxima em Portugal em escalada. Foi o 10º alpinista em todo o mundo a conseguir subir às 14 montanhas acima dos 8.000 metros e o único português a fazer os ‘Seven Summits’. Vários amigos do João Garcia já morreram em escaladas, refiro em particular um outro português chamado Bruno Carvalho que ainda lá está nas montanhas também – paz à sua alma. Gostava de saber mais sobre a ajuda dos brasileiros numa das escaladas do João Garcia, parece interessante.

  78. Ludmilla

    Parabéns pelo Post!
    Difícil achar algo tão bem formulado pra ser lido :) topp

    1. Philipe

      Brigadão, Ludmilla. Fico feliz que goste!

  79. BEZALEL

    Meus parabéns pra quem conseguir, mas eu “tô fora”!

  80. Camila

    Estou perplexa!!
    Post muito bom e seu conteúdo de muito bom gosto.
    História cheia de coisas intrigantes e espirituais que ao mesmo tempo mostra como somos instintivo no que se diz a sobrevivencia!

    Parabens

  81. BEZALEL

    Eu prezo muito as minhas extremidades, especialmente uma!

  82. maristela

    Interessante…. Os ocidentais decidem subir a montanha, por razões que provavelmente aos sherpas não fazem o menor sentido. Muitas vezes morrem por vaidades imbecis. Enchem a montanha de lixo… No texto acima os sherpas são os capitalistas selvagens sem nenhum sentimento de compaixão? Se um ocidental pode largar o seu companheiro pra trás morrendo, e ainda conseguir uma matéria sensacional pra tv,às custas disso, pq um sherpa tem de ter a compaixão que não existe no outro?

  83. Léo campos

    este deve ser o lugar onde o espírito de Mamon supera, o camarada prefere não ajudar com dó dos seus 50 mil dólares gastos, essa é a verdade que todos escondem, superar e não olhar para o próximo, o homem moderno, o livro da lei “Faze o que tu queres será o todo da Lei”.

  84. tereza

    Depois de ver e assistir e ver todos os comentários , pessoa a DEUS que guarde todos aqueles que ficaram por la , e conforte o coração das famílias , fiquei perplexa com tudo que vi .

  85. Ricardo Tavares

    O que não entendi foi que o cume é 30 milhões de anos mais velho que as duas placas tectônicas que o formaram. Mas a história é incrível, muito boa, parabéns, O que fico triste é deixar alguém para traz pensando em uma conquista pessoal. Acho que nunca faria isso. Então parabéns a Paulo e Helena Coelho, Vocês tem mais honra dos que atingiram o cume e deixaram pessoas para morrerem na montanha.

  86. Maria

    pois maristela está certa; até entendo alguns casos de a vida do grupo depender da de outra pessoa, opta-se por sacrificar um. mas deixar a pessoa morrer para atingir o cume? e consegue viver feliz sabendo que basicamente praticou um homicídio cruel desses?
    os sherpas são capitalistas, sim, mas, acima de tudo, porque lhes ensinaram isso…
    não acho escalar o everest besteira. muita gente quer ter experiencias diferentes, se superar. mas, é claro, sempre tem os vaidosos (isso me lembra o filme “faster” com o dwayne johnson). triste que vira um comercião, e as pessoas que vão pra por foto “no facebook”

  87. Maria

    o mais louco é pensar que esse cara de 1979, por exemplo, ele ainda está lá… é estranho, ele parou com o mundo de 79, com a guerra fria, o choque do petróleo, a vida dele de 1979 está presente naquela montanha, da maneira que era naquela época, ainda está “conservado”, como se fosse possível reanimá-lo e ele tivesse feito uma viagem para o futuro… nossa….

    adoro seu blog

    1. Philipe

      è, isso é mais ou menos a premissa do Buck Rogers. Ele era uma astronauta que acaba sendo largado no espaço, onde congela. Milhare sde anos no futuro, acham ele e o descongelam. Essa também é a premissa do livo 3001 do Arthur Clarke, que conta o que aconteceu com aquele astronauta do 2001 que foi largado no espaço.

  88. Ricardo Rodrigues

    Meus parabéns pela matéria.

  89. vicente

    e preciso telos bem no sitio para uma aventura destas…muito interessante a historia….

  90. Alfredo

    Sinistro, mas excelente o post… parabéns!!!

  91. Iris

    Parabéns Philipe pela matéria.
    Primeira vez em seu blog, mas fiquei impressionada com a quantidade de corpos espalhados na montanha. Me fez imaginar os grandes desafios dos homens, em querer realizar conquistas muitas vezes para alguns sem sentido. Porém, desafiar a si mesmo em condições adversas é o maior risco de vida. Aos que amam esse esporte ou o fazem por superações, que estejam prontos para os desprendimentos, sabendo que aos que ficam, seu retorno pode não acontecer. E que esperamos não serem mais um dos corpos espalhados na montanha.
    Uma excelente reportagem.

  92. Jefferson Santana

    Parabéns pelo post amigo… eu já tinha lido muito sobre o Everest e não tinha achado matéria com tantas informações quanto esta… recentemente fiz uma escalada de 6088m e realmente é muito exaustiva e requer muita força, não só física mas também psicológica…. O guia me disse que a cada 10 Brasileiro apenas 1 consegue subir devido as condições extremas onde na qual não estamos nem um pouco acostumados.. E para mim foi uma grande conquista visto que consegui mesmo em condições adversas, e sem aclimatação… Sem dúvidas só vai entender este tipo de loucura quem já chegou ao topo de uma alta montanha… E este é um sonho que tenho para o futuro.. Quem saber daqui a uns 5 anos eu estou postando aqui que consegui chegar ao topo!! Ou não… Mas como diz um ditado bem conhecido “Lutar SEMPRE, Vencer Talvez… desistir JAMAIS!!! Mais uma vez parabéns pelo post!!
    Se quiserem saber como foi minha escalada ao Huayna Potosi na Bolivia acessem meu blog: http://fuuiporai.blogspot.com.br/2013/09/huayna-potosi-6088m-parte-final.html

    1. Philipe

      Dizem que o sonho de todo alpinista é um dia poder ir a Marte para escalar o monte Olimpo.

  93. André

    Pra quem quer ir pra Marte e não tiver a oportunidade de ir, tá ai uma segunda oportunidade, apesar de que ir a Marte sai mais barato que escalar o Everest.

  94. Rui Franco

    Diga-se que o próprio João Garcia viu-se naquela situação quase fatal por, também ele, ter ido à procura do seu companheiro Pascal Debrouwer que tinha tido um acidente.

  95. artur rios

    não tem mistérios no Everest. As condições lá são de matar e pronto. (y)

  96. Lílian

    Maravilhoso!

  97. Carlos Burity - Major Bombeiro

    Um colega de profissão ( Capitão Rômulo Guedes) postou no face dele o seu texto, e eu comecei a ler e fiquei impressionado com o histórico de desafios. Fico perplexo com a negativa em se tentar salvar a vida do próximo, dando prioridade para o cumprimento do objetivo (alcançar o cume), mas existe a questão do momento de escolher a sua ou a do semelhante quando a escolha for a tentativa de salvar né? Fiquei muito interessado em assistir ou ler mais sobre o assunto e de preferência com ilustrações como as suas e se tiver tb reportagens em vídeos seria legal. Meu e-mail está anexo a postagem. Parabéns pelo blog!

    Carlos Gustavo Fernandes Holmes Burity – Engenheiro/Jornalista/militar bombeiro

  98. Carlos Burity - Major Bombeiro

    Esqueçi….. li e posto comentário de Maceió – Alagoas

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